"Música Popular Brasileira Para Crianças"
Objetivo
Estimular os alunos a desenvolverem o gosto pelas atividades musicais através de exercícios que explorem alguns passos pelo qual a música passa e que sem estes não é música.
4/12/07
1. Apresentei o CD de áudio disponibilizado no pólo com as músicas para as crianças ouvirem e disse que se alguém quisesse dançar, cantar estava livre para eles. Avisei a eles que após ouvirmos a músicas iríamos escolher uma para montarmos um trabalho muito especial.
Após ouvirem todas as músicas eu questionei sobre o conhecimento da composição destas músicas, ninguém conhecia, não fiquei surpresa, pois na pesquisa anterior as músicas que costumavam ouvir era reep e fank.
Os meus alunos gostaram de todas as músicas e pedi que escolhessem uma para fazermos o trabalho. Escolheram música “Pelo Telefone”, Donga e Mauro de Almeida.
Perguntei se sabiam que tipo de música era, eles disseram que era um samba, então eu complementei dizendo que era uma melodia suave. Expliquei que melodia é a intensidade do som fraco ou forte.
Neste dia nós ouvimos o CD e cantamos e dançamos livremente as músicas. Após esta atividade perguntei se sabiam quem compôs estas músicas, ninguém sabia isto não me causa surpresa nenhuma, são músicas que não estão acostumados a ouvir.
2. Levei os meus alunos para a sala da supervisão escolar com prévio agendamento de horário para assistirem os slides do livro disponibilizado no pólo. Abro um parêntese para explicar que neste local tem um único computador que funciona, pois na escola temos uma sala de inclusão digital com quinze computadores que nenhum funciona. Dividi a turma em três grupos.
Mostrei as imagens e fui falando sobre os compositores que nele estão sendo apresentados, a época e locais onde eles comporam suas canções. Eles manifestaram interesse e curiosidade em saber sobre estes compositores. Ficaram realmente muito empolgados.
Propus que trouxessem latas, garrafas vazias e grãos de diferentes espécies, variando o tamanho.
5/12/07
1. Confeccionamos alguns chocalhos com o material que havia previamente pedido. Uma aluna trousse três reco-recos que o pai fez com pedaços de bambu. Eles experimentaram os diferentes sons produzidos pelos instrumentos.
Entreguei xerocada a letra da música que eles haviam escolhido para que pudessem cantar a música: “Pelo Telefone” de Donga e Mauro de Almeida. Cantaram companhando com os instrumentos confeccionados.
2. Dividi o grupo em dois grupos, um de frente para o outro. Montei uma coreografia de acordo com o compasso binário. Em cada estrofe o grupo 1 dava um passo à frente e batia uma palma. O grupo 2 dava um passo a frente apenas, depois eu inverti as ações. Os alunos adoraram, pediram para repetir várias vezes.
Nesta atividade as crianças ouviram sentiram e tiveram a oportunidade de se envolver com a música de modo que se contagiaram com a sensibilidade da música em questão.
"Música é a arte de expressar nossos sentimentos através dos sons e a Teoria é o conjunto de conhecimentos que propõe explicar, elucidar e interpretar o que ocorre nesta atividade prática e é uma importante ferramenta na formação de conceito, metodologia de estudo, maneira de pensar e entender o que fazemos. É a parte científica do estudo da música." Márcio Cintra
Eu julgo que são muito significativas estas atividades para mim, creio que são evidentes minhas aprendizagens, pois estou aplicando no meu grupo de alunos os conhecimentos adquiridos nesta interdisciplina Música na Escola. O meu trabalho está sendo qualificado e os meus alunos estão tendo uma formação que evidenciam o crescimento em suas aprendizagens. A minha prática pedagógica está em ascensão visto que estou adquirindo conhecimento com as leituras, com aulas presenciais e conseqüentemente aplicando em minhas atividades docentes.
Em toda e qualquer proposta de ensino que tenha como objetivo o desenvolvimento do indivíduo em sua totalidade deve estar inserida a música. A música trabalha e está associada à cultura e as tradições de um povo abordando seus costumes e suas crenças dentro do contexto peculiar de todo e qualquer lugar do mundo. O aluno precisa trazer seus conhecimentos de música para a sala de aula para que o professor possa contextualizar e desenvolver estudos de obras que façam com que o mesmo conheça e adquira conhecimentos para seu crescimento. Sendo que isto só acontece se o professor tiver este conhecimento e oportunizar ao aluno situações de ensino aprendizagem que sejam colocadas em prática a apreciação da música.
Faço questão de dizer e que também podem observar pelo vídeo a legria e o entusiasmo com que os alunos fazem os passos da dança e preocupados com a melhor cena, com o melhor de si na coreografia.
Eu trabalhei com meus alunos estas atividades considerando que todos os indivíduos participassem ativamente de todas as tarefas de modo criativo, participativo como pessoas que ouvem a música estimulando as potencialidades individuais de cada um.
O que é Teatro na Educação?
Para Fanny Abramovich:
"É claro que nenhum professor sente-se em condições de dirigir uma peça. Se não é montar algo, é, ludicamente, possibilitar que os alunos se expressem, fazer com que eles inventem a sua "história" e encontrem a melhor forma de mostrá-la a seus amigos (não precisa de platéia especial). Onde? Na descoberta do próprio espaço que a escola oferece (não precisa de nenhum palco). Sem material? Claro, com o material que os alunos descobrem na própria escola, nas imediações, trazem de casa. Quando? Sempre, porque toda atividade que é um jogo não tem data prévia para acontecer. E eu, o que faço? Olho o jogo espontâneo e o enriqueço, possibilitando outras alternativas, sem me preocupar em dar o meu enfoque. Pouco misterioso, não é? É só olhar as crianças na hora do recreio, na rua, para ver que elas estão sempre "brincando de teatro". E basta a gente lembrar de como "fazia teatrinho" quando era criança, lá no quintal de casa..."
Como é possível observar, não tem como descrever tamanho prazer que dá para o professor quando percebe as atividades propostas sendo executadas pelos seus alunos e tendo os objetivos atingidos de maneira lúdica, onde o mais impotante é o prazer de aprender pelo próprio prazer de aprender. Expressões nas quais o aluno usa de sua expontaneidade para criar, improvisar, isto é, dá asas a sua imaginação. Também vale salientar que as expressões da arte ficam aqui "de mãos dadas" e que posso dizer pela própria prática da atividade fica impossível trabalhar com estas de modo isolado.
Aqui ressalto quão importante é teoria e prática andar juntas, bem como nos diz Márcio Cintra: "Teoria só fará sentido se puder ser aplicada na prática, pois a teoria sem prática é como fé sem obras."
Referências bibliográficas:
http://www.wooz.org.br/teatroeducacao.htm
http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/teoria_musical/teoria_cintra/index.htm
Data:08/12/07
PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS! Este blog se destina ao trabalho desenvolvido na Interdisciplina Seminário Integrador e outras Interdisciplina deste e dos demais semestres.
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sábado, 8 de dezembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
VISITA a 21ª. FEIRA DO LIVRO DE GRAVATAÍ PELOS ALUNOS DA TURMA 33 da ESCOLA OSÓRIO RAMOS CORRÊIA
Dia 23 de novembro eu levei os meus alunos à 21ª. Feira do Livro de Gravataí, a qual estava acontecendo como parte integrante do Encontro Internacional de Educação 2007. Eu , uma colega Fátima Schimidt e duas mães: Gislaine Espindola e Andréia Trindade acompanhamos os alunos, foi muito bom o passeio.
O roteiro foi organizado pela SMED, com recursos públicos foi disponibilizado um ônibus, também foi oferecido um lanche aos alunos.
Os alunos assistiram uma Contação de História com Dinára Schwarz,ela também cantou com os alunos, foi muito divertido. Gostamos muito também de um vampiro encarregado de divertir a platéia que acompanhava a contadora de histórias.
Os alunos participaram de um bate papo com o escritor Dilan Camargo, autor do livro "Brincriarte" e outros.
Os alunos tiveram contato com várias obras literárias e alguns foram preparados para compras. Os alunos visitaram bancas onde estavam sendo comercializado obras de arte, biscui, tapetes, geléias, pães e cucas, todos oriundos de produtores do município de Gravataí.
Nesta oportunidade fiquei bastante satisfeita, pois estamos mostrando, conhecendo e valorizando a cultura e o comércio do nosso município que é bem diversificado.
O roteiro foi organizado pela SMED, com recursos públicos foi disponibilizado um ônibus, também foi oferecido um lanche aos alunos.
Os alunos assistiram uma Contação de História com Dinára Schwarz,ela também cantou com os alunos, foi muito divertido. Gostamos muito também de um vampiro encarregado de divertir a platéia que acompanhava a contadora de histórias.
Os alunos participaram de um bate papo com o escritor Dilan Camargo, autor do livro "Brincriarte" e outros.
Os alunos tiveram contato com várias obras literárias e alguns foram preparados para compras. Os alunos visitaram bancas onde estavam sendo comercializado obras de arte, biscui, tapetes, geléias, pães e cucas, todos oriundos de produtores do município de Gravataí.
Nesta oportunidade fiquei bastante satisfeita, pois estamos mostrando, conhecendo e valorizando a cultura e o comércio do nosso município que é bem diversificado.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Música e Artes Visuais
Trabalhei com meus alunos a música Aquarela de Toguinho, buscando a valorização da música de qualidade. Os alunos precisavam ouvir e representar com têmpera e pincel elementos que aparecem na letra da música.Trabalho que exigiu que o aluno pensasse e refletisse na letra da música. Esta tarefa também proporcionou aos alunos discutirem o significado da música,a infância e a palavra "descolorirá" como o que pode acontecer na vida adulta com suas responsabilidades.Os alunos gostaram do trabalho como podem observar na expressão de felicidade que trazem nos lindos rostos.
Cada grupo apresenta um painel pintado por eles. Quando receberam o papel estes deveriam discutir sobre a incumbência que cada artista teria que apresentar e construir na obra coletiva.
Professora Rejane é certo mais que um artista compor uma obra?
Depois que fiz o trabalho com os alunos fiquei me questionando.
Eu penso que sim, pois a obra "as Meninas de Diegos Velazquez foi concluída por outra pessoa.
Postagem no fórum do dia 05/11/07, veja a seguir:
\"O GROSSO DA SOCIEDADE FOI EMPOBRECIDO EM SEU CONTEÚDO,
E AS PESSOAS PERDERAM SUAS REFERÊNCIAS.
A UM SER ESVAZIADO DE CONTEÚDO HUMANO,
CORRESPONDE UMA ARTE VAZIA DE CONTEÚDO ARTÍSTICO\"
José Ramos Tinhorão,
crítico musical.
São constatações que muito nos inquietam e vejo como ponto positivo esta inquietação. Como já havia me colocado anteriormente acho que o primeiro passo é questionarmos o nosso aluno e fazer com que este também reflita sobre o assunto. Somos formadores, professores e muito precisamos aproveitar para nos posicionarmos perante a comunidade escolar visto que não trabalhamos sozinhos, toda a comunidade escolar precisa estar sincronizada no desempenho de toda a formação escolar.
O mal está instalado no mundo inteiro como o próprio texto diz, estamos atendendo intersses de alguns que com seu poder de manipulação de massas estão dominando o mundo. Considero que precisamos perceber a nossa condição enquanto profissionais da educação, no entanto também sei das limitações de recursos que somos assolados. Na escola que trabalho tenho apenas um colega que toca e canta, ele é mestrando da UFRGS, no entanto este ministra aulas de História. Os recursos humanos e materiais são restritos e os meios de comunicação significativamente mais fortes.
Quando desde a infância temos o contato com meios diversificados de música conseguimos fazer uma seleção do que queremos cantar, somos mais críticos.
Agora com esta Interdisciplina estou tendo a oportunidade de conhecer novas maneiras de trabalhar a música, também com as leituras estou tendo a oportunidade de refletir os porquês das nossas limitações.
Cada grupo apresenta um painel pintado por eles. Quando receberam o papel estes deveriam discutir sobre a incumbência que cada artista teria que apresentar e construir na obra coletiva.
Professora Rejane é certo mais que um artista compor uma obra?
Depois que fiz o trabalho com os alunos fiquei me questionando.
Eu penso que sim, pois a obra "as Meninas de Diegos Velazquez foi concluída por outra pessoa.
Postagem no fórum do dia 05/11/07, veja a seguir:
\"O GROSSO DA SOCIEDADE FOI EMPOBRECIDO EM SEU CONTEÚDO,
E AS PESSOAS PERDERAM SUAS REFERÊNCIAS.
A UM SER ESVAZIADO DE CONTEÚDO HUMANO,
CORRESPONDE UMA ARTE VAZIA DE CONTEÚDO ARTÍSTICO\"
José Ramos Tinhorão,
crítico musical.
São constatações que muito nos inquietam e vejo como ponto positivo esta inquietação. Como já havia me colocado anteriormente acho que o primeiro passo é questionarmos o nosso aluno e fazer com que este também reflita sobre o assunto. Somos formadores, professores e muito precisamos aproveitar para nos posicionarmos perante a comunidade escolar visto que não trabalhamos sozinhos, toda a comunidade escolar precisa estar sincronizada no desempenho de toda a formação escolar.
O mal está instalado no mundo inteiro como o próprio texto diz, estamos atendendo intersses de alguns que com seu poder de manipulação de massas estão dominando o mundo. Considero que precisamos perceber a nossa condição enquanto profissionais da educação, no entanto também sei das limitações de recursos que somos assolados. Na escola que trabalho tenho apenas um colega que toca e canta, ele é mestrando da UFRGS, no entanto este ministra aulas de História. Os recursos humanos e materiais são restritos e os meios de comunicação significativamente mais fortes.
Quando desde a infância temos o contato com meios diversificados de música conseguimos fazer uma seleção do que queremos cantar, somos mais críticos.
Agora com esta Interdisciplina estou tendo a oportunidade de conhecer novas maneiras de trabalhar a música, também com as leituras estou tendo a oportunidade de refletir os porquês das nossas limitações.
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terça-feira, 6 de novembro de 2007
A Rosa de Hiroshima Vinicius de Moraes
A ROSA DE HIROSHIMA
Vinicius de Moraes
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Morreu na semana passada o homem que pilotava o avião que jogou e detonou a bomba atômica de 5 toneladas sobre o Japão.
Fica aqui a minha demonstração de aprendizagem quando coloco esta poesia que está em consonância com a Interdisciplina de Música na Escola-B. Estudando a riqueza de conteúdo exitente na poesia e na música de muitos autores brasileiros do passado esta poesia é muito significativa. Nós que passamos por um momento de tanta pobreza na música no Brasil e no mundo preciasamos valorizar o que temos de qualidade contruído em nosso país.
Tenho consciência que minhas aprendizagens estão em ascenção, em cada momento que passa tenho motivos salutares para render garças e homenagens ao Mestres que colaboram na construção de uma Professora em Formação.
Meu muito obrigada.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Trabalhos Lúdicos
“O fazer teatral é uma construção que ocorre na interação entre os indivíduos e destes com os problemas de atuação. A proposta dos jogos teatrais está relacionada à fiscalização que é tornar físico, expressar e trazer para o plano material o que há no plano das intenções, das imagens, das sensações, dos pensamentos”... (Formas de Abordagem Dramática na Educação – Ana Fuchs).
Com os trabalhos desenvolvidos com os alunos fica justificado o quanto nossos alunos fazem trabalhos brilhantes quado o ambiente é preparado para a manifestação espontânea da criatividade e imaginação, portanto podemos dizer que ocorre o desenvolvimento intelectual físico e assim aparece "os grandes talentos".
Eu fiz com os alunos atividades de teatro e pude perceber o quanto é importante nós termos consciência do modo como propomos aos alunos determinadas atividades.É importante que tenhamos sempre em mente o que queremos com os alunos, se o professor oferece um trabalho que favoreça a expressão lúdica e as idéias criativas e espontâneas este será alunos que terão o mestre como uma referência ao passo que os alunos serão cada vez mais independentes. Estudando o texto A Experiência Criativa aprendi que tudo o que o ambiente oferecer ao indivíduo este pode aprender, no entanto o indivíduo precisa permitir. Portanto se aquilo que for oferecido tiver sentido, for interessante, agradável elúdico o aprendiz revelará seu talento.
Na atividade de Artes "Família de Retirantes" fiquei surpreza com tamanha criatividade e participação, bem como com magnífica interpretação quanto a finalidade dos animais os quais os retirantes levavam consigo e a posição da matriarca na apresentação da obra.
De forma bem clara e contundente estes apresentaram os retirantes que conhecemos em nossa realidade. Os meios de transporte utilizados, caminhão e carroça, e os animais que são carregados pelos retirantes da comunidade na qual estão inseridos, cães, cavalos.
Trabalhei as músicas Ran Sam Sam, Escravos de Jó e a atividade Zip Zap atividades as quais os alunos gostaram muito.
Eu nunca tinha trabalhado com Escravos de Jó em roda com os passos que a professora Ana Paula apresentou na aula presencial. Apresentei aos meus alunos e estes gostaram muito, pediram para repetirmos várias vezes. Com isto percebo que o quanto estes estão mais receptivos em desenvolver as tarefas, pois no início eles só queriam cantar e dançar as músicas tocadas na mídia.
Embora para a foto eles estabelecerem a condição que só iriam fazer uma foto se esta apresentação fosse de música com coreografia já criada por eles, percebo que eles hoje estão bem mais receptivos e aceitam melhor as propostas que envolvem o toque e a expressão corporal.
Com os trabalhos desenvolvidos com os alunos fica justificado o quanto nossos alunos fazem trabalhos brilhantes quado o ambiente é preparado para a manifestação espontânea da criatividade e imaginação, portanto podemos dizer que ocorre o desenvolvimento intelectual físico e assim aparece "os grandes talentos".
Eu fiz com os alunos atividades de teatro e pude perceber o quanto é importante nós termos consciência do modo como propomos aos alunos determinadas atividades.É importante que tenhamos sempre em mente o que queremos com os alunos, se o professor oferece um trabalho que favoreça a expressão lúdica e as idéias criativas e espontâneas este será alunos que terão o mestre como uma referência ao passo que os alunos serão cada vez mais independentes. Estudando o texto A Experiência Criativa aprendi que tudo o que o ambiente oferecer ao indivíduo este pode aprender, no entanto o indivíduo precisa permitir. Portanto se aquilo que for oferecido tiver sentido, for interessante, agradável elúdico o aprendiz revelará seu talento.
Na atividade de Artes "Família de Retirantes" fiquei surpreza com tamanha criatividade e participação, bem como com magnífica interpretação quanto a finalidade dos animais os quais os retirantes levavam consigo e a posição da matriarca na apresentação da obra.
De forma bem clara e contundente estes apresentaram os retirantes que conhecemos em nossa realidade. Os meios de transporte utilizados, caminhão e carroça, e os animais que são carregados pelos retirantes da comunidade na qual estão inseridos, cães, cavalos.
Trabalhei as músicas Ran Sam Sam, Escravos de Jó e a atividade Zip Zap atividades as quais os alunos gostaram muito.
Eu nunca tinha trabalhado com Escravos de Jó em roda com os passos que a professora Ana Paula apresentou na aula presencial. Apresentei aos meus alunos e estes gostaram muito, pediram para repetirmos várias vezes. Com isto percebo que o quanto estes estão mais receptivos em desenvolver as tarefas, pois no início eles só queriam cantar e dançar as músicas tocadas na mídia.
Embora para a foto eles estabelecerem a condição que só iriam fazer uma foto se esta apresentação fosse de música com coreografia já criada por eles, percebo que eles hoje estão bem mais receptivos e aceitam melhor as propostas que envolvem o toque e a expressão corporal.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
Reflexões Aprendizagens e Partilhas

Estudando Artes e as demais interdisciplinas deste semestre estou adquirindo conhecimentos que desconhecia. Estou com condições de fundamentar a minha prática profissional, pois a prática sem fundamento teórico fica sendo o que eu chamo de “achismo”, não tem poder de argumentação. O trabalho do professor quando é um trabalho lúdico, seja ele uma música, uma pintura, uma escultura, uma coreografia, em fim uma atividade artística ele é trabalho que tem um objetivo. A expressão artística do indivíduo é subjetiva, no entanto esta subjetividade está acompanha dos conhecimentos que este traz consigo, bem como das interpretações que este dá as informações que o meio está lhe oferecendo.
Eu ousei apresentar aos meus alunos de 3ª série, a imagem da obra do Mestre Vitalino “Retirantes”, no computador, e também levei para a sala uma imagem impressa. Explorei a imagem, o nome da obra, o artista, o local que ele viveu. Pedi para eles fazerem com argila uma obra de retirantes. O trabalho está secando para fazerem a pintura. Eles gostaram e também estão ansiosos para concluírem a obra.
Eu escutei comentários, “mas que sujeira isto vai dar, tu estás que é um porco”, por parte de alguns pais. Dos colegas eu escutei "esta atividade trabalha bem a motricidade fina, pena que dá tanta sujeira.” Antes de obter conhecimentos de Arte eu ficaria chateada e não saberia argumentar. Hoje eu sei, pois tenho a fundamentação teórica. Para os pais eu disse que na reunião este assunto será abordado e que se alguém precisar de maiores detalhes marquem com a supervisão um horário para conversarmos. Para os meus colegas eu disse que disponho deste material teórico e que posso trazer para uma reunião de estudos.
Após a conclusão vou trazer as fotos para compartilhar com todos.
Fernando Hernández (2000, p. 136) diz que:
“Uma cultura visual existe ao mesmo tempo dentro e fora de cada um.
Vem daí a necessidade da aproximação à existência material dos objetos e ao seu impacto e recepção ótica, cognitiva e emocional.”
Podemos constatar que o que Fernando Hernándes argumenta está concretizado nesta obra do Emanuel, meu filho,8 anos, a percepção que ele tem do ambiente que o cerca. Eu falando em artes abrindo imagens,estudando, ele me disse que estava fazendo o meu retrato.Então questionei o que ele havia feito. Ele disse: "_Tu está de camisola e secando os cabelos." Eu perguntei por esta parte traseira que parece ser de um cão, também o cabelo comprido.Ele justificou:"_Mãe eu lembrei das tuas fotos com cabelo comprido, que aliás eu gostava mais, este rabinho é porque esta tua camisola tem um transfer de uma cadelinha."
Podemos constatar que com estas interdisciplinas, está havendo uma mudança juntamente de muita aprendizagem, não só comigo, mas com minha família e com meu trabalho.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Quanta aprendizagem!
Quando comecei o semestre pensei que já sabia trabalhar com o blog.Estudei o Tutorial linkado na página da interdisciplina Seminário IntegradorIII, fui no blog antigo e adicionei as tags. No entanto quando fui construir o novo blog vi que não sabia iserir a foto no perfil,que o bloger antigo não tinha, nem os links sabia fazer de modo correto. Fui em busca de ajuda no Pólo, a tutora Ana Laura me orientou e eu fiz. Chegando em casa fui fazer novas mudanças no bloger, aprendi a adicionar elementos na página, já coloquei as tags, os links, a foto no perfil. Coloquei notícias relacionando o momento com a interdisciplina,no caso Artes Visuais. Eu estou sedenta de saberes, sei que tenho muito o que aprender com todas as interdisciplinas que neste momento estão me fazendo resgatar o meu lado criança, brincar faz bem independente da idade que se tem, ninguém perde sua autoridade se brincar. A professora de Ludicidade e EducaçãoB disse: "O que nos diferencia uns dos outros é o conhecimento". Estou aprendendo a brincar, a cantar, observar uma obra de arte, fazer atividades mais agradáveis com os meus alunos. Nestas atividades podemos fazer constatações que podem nos ajudar a fazer um trabalho mais prazeroso do ponto de vista do nosso aluno e também nosso. As aprendizagens não se dão apenas com formas de medidas, se dão também com o puro e simples prazer de vermos o nosso aluno com o brilho nos olhos por ter conseguido participar de determinada tarefa, sendo ele um jogo, uma peça de teatro, um integrante do grupo musical ou tendo sua obra de arte no mural da escola.
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