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domingo, 15 de junho de 2008

Mapas



Eu desenvolvi este trabalho atravées da solicitacão da Interdisciplina de Matemática que pediu uma postagem livre após uma visita ao site.
Aqui podemos observar o trajeto de minha casa até a escola de Ensino Fundamental Osório Ramos Corrêia, onde trabalho desde 1988. Viajei em meu município e fiquei encantada com as imagens com fotos disponibilisadas no site. Eu em outra oportunidade já havia entrado no GOOGLE maps, mas não havia conseguido salvar as imagens e desta vez eu consegui. Agora está sendo arrumado o Laboratório de Informática em minha escola e esta semana quero levar meus alunos para fazermos uma viajem virtual.Este recurso nos permite trabalhar várias atividades como distância, tempo, mapas com ruas, mapas panorâmicos. Podemos fazer um excelente trabalho interdisciplinar com nossos alunos.

Mapas

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Espaço e Tempo!

Eu sempre faço atividades de Estudos Sociais, construo junto com eles uma linha do tempo, com informações obtidas junto de suas famílias.Para realizar esta atividade sempre faço um questionamento onde estes levam para suas famílias várias questões para serem respondidas e para que eles obtenham as informações necessárias para a construcão da linha do tempo da vida deles.
Este ano eu resolvi antes desta construção pedi aos alunos para levarem objetos que tivesse um valor afetivo para suas famílias e que por elas fosse considerado uma relíquia de família. Também pedi para eles que levassem objetos que pertenciam a eles e que fosse de uso deles quando bebês. Estes me surpreenderam com objetos com valor histórico imensurável.Uma mãe compareceu para perguntar se os objetos seriam devolvidos e se eu iria cuidar bem, pois o menino estava instruído para cuidar. Porque era uma navalha de fabricação alemã, presentes do avô paterno do esposo e que tinha um valor muito afetivo muito grande para eles. Apresentaram objetos com mais de um século tais como moedas,luminária, máquina de costura. Apresentaram outros objetos mais novos, mas que também de um valor afetivo para cada família bastante significativo: um fogareiro, um ferro de passar roupas a carvão, uma navalha, um relógio, um bule e uma caneca esmaltada,um isqueiro e outros, uma fita de vídeo da copa de 1994, um disco de vinil. Um aluno levou o vestido de noiva de sua vó e apresentou este com muito orgulho, pois foi usado por sua vó a trinta e oito anos e é o tempo do casamento da vó.
Os alunos puderam comparar as idades dos objetos, suas utilidades em seu tempo, muitos ficaram encantados, querias colocar o fogareiro a funcionar pra aquecermos uma água. Compararam as fotos de suas famílias entre si e as fotos de tempos diferentes. Estabeleceram um paralelo entre o que era moderno na época de nossas mães e o que é moderno para nós.
Como podem observar pelas fotos, os alunos conseguiram transmitir o pedido para suas famílias e estas puderam colaborar e assim todos nós participamos de um acervo particular que muito tem a colaborar com a nossa cultura local.

"A cultura é eminentemente dinâmica, se transmite e se apreende, e é neste
processo de socialização que aprendemos a formar parte do grupo ao qual pertencemos,
onde vamos adquirindo a nossa identidade."Evelina Grunberg

domingo, 20 de abril de 2008

Fundamentando o Trabalho de Ciências.

Prática e Teoria ...Aprendendo Mais...

Ciências e Temas Científicos Estudados Pelas Crianças

Mediante a atividade proposta feita com os meus alunos de 3ª série, tive a oportunidade de vivenciar junto com eles uma experiência única e muito gratificante, digo isso em função da peculiaridade com que cada aluno fez a representação com o desenho da palavra recebida. Apresentei as palavras: luz, árvore, estrada, força, raiva, lixo, pé, rio, ácido, saudade, coração, nuvem, céu, mar, planeta, energia. Fiz questionamentos e os alunos com muita propriedade responderam de acordo com suas vivências. Uma aluna fez um ferro de passar roupa e este ligado a uma tomada de corrente elétrica representando a palavra “energia”. Reportei-me a minha infância e pensei que eu jamais iria desenhar um ferro elétrico, pois eu não conhecia um ferro elétrico, o nosso era com brasas de carvão. Um aluno desenhou uma mulher dando à luz um bebê para representar a palavra “luz”, esta então foi a que os colegas e inclusive eu achamos a mais diferente representação.

Os desenhos que os alunos consideraram mais difíceis de representar foram o da palavra força e o da palavra ácido. Foi o momento que os lembrei do que os pedreiros usavam misturar na água para limpar os tijolos, as cerâmicas, eles argumentaram dizendo que eles sabiam o que era, no entanto o desenho era difícil de fazer. Os desenho que eles identificaram como os mais parecidos foram os desenhos de coração, árvore e céu. Com este trabalho pude experienciar e perceber o quanto pode ser diferente as representações de um grupo de alunos da mesma comunidade em que vivem, estudam na mesma turma e têm praticamente a mesma idade.

Eu de posse da leitura do texto da Russel Teresinha Dutra da Rosa, pude perceber que quanta surpresa nos traz o aluno e que o quanto eu posso aproveitar para aprofundar temas, buscar e analisar conteúdos para a área da Ciência e que estes naturalmente estão interligados com outras áreas e que precisam ser levados em consideração. Eu sempre me esforço para trabalhar com os meus alunos de modo integrado, pois vejo que as demais disciplinas estão sempre relacionadas de um modo ou de outro. Apareceu a água na representação da palavra “planeta”, aproveitei para trabalhar os cuidados com o armazenamento d’água.

Hoje estamos enfrentando a Dengue, doença que está diretamente ligada aos cuidados com o armazenamento d’água. Trabalhei com os meus alunos este conteúdo e estes me disseram: _ Mas aqui não temos ninguém com Dengue, isto é só lá em São Paulo o Luciano Huk é que teve dengue.

Eu, com meu fazer pedagógico disse a eles que ainda não foi divulgado que aqui, em Gravataí, alguém esteve com Dengue, mas que precisamos ter todos os cuidados necessários porque os meios de comunicação podem estar mascarando a verdadeira realidade. E que depende de todos nós, da sociedade em geral, rica e pobre, aplicarmos as medidas de prevenção, pois a doença não escolhe classe social, idade, ou classe econômica privilegiada ou pobre. Neste conteúdo estávamos trabalhando Ciências e Estudos Sociais, exemplo de prática de interdisciplinaridade que apresenta uma ligação do movimento social para o combate da proliferação do mosquito da Dengue.

domingo, 13 de abril de 2008

Repensando o Planejamento de Estudos Sociais

Repensando o Planejamento de Estudos Sociais


Minha vivência de duas décadas em sala de aula é de um planejamento baseado nas datas comemorativas. No início de cada ano letivo nos reunimos com o conselho escolar, e comunidade escolar para votação do calendário escolar. Após este primeiro encontro os professores e equipe diretiva nos reunimos para o planejamento dos objetivos a serem atingidos no decorrer do ano letivo e depois damos início aos objetivos do trimestre. Poucas oportunidades são dadas para que os pais opinem sobre os conteúdos de Estudos Sociais ou outras disciplinas.
Tendo em vista que o planejamento precisa ser feito contemplando momentos de participação dos pais e professores para discussão dos objetivos que irão ser trabalhados em Estudos Sociais, em minha escola estamos ainda muito a quem do que ideal. Em virtude do próprio desinteresse dos pais em participar de atividades de estudos e reflexões na escola, aponto como sendo um dos motivos pelo qual muitas vezes não são feitas atividades que propiciem determinadas discussões, bem como a acomodação do grupo docente que pensa que está fazendo o seu trabalho de modo eficaz esquecendo que precisam ser persistentes e audazes na construção do pensamento e da ação de uma comunidade para a construção de uma sociedade cidadã.
O grupo docente de uma comunidade escolar é responsável por questões subjacentes que devem ir além da coleta de dados históricos de um determinado local e época, mas deve oferecer situações de mudança pelo grupo atuante de modo que este seja um chamamento ao grupo passivo para que também participem e façam suas inferências e se dê a construção social. O trabalho do professor precisa ser incansável, pois pensar que vamos atingir 100% pode ser utopia do ponto de vista de quem não sonha com um mundo melhor. Mesmo que as mudanças não sejam o tanto que esperamos precisamos pensar que com o trabalho implantado há uma “contaminação” de idéias que atingem o grupo mesmo que de modo indireto.
Eu hoje, de posse de uma reflexão sobre o meu fazer pedagógico vejo outras possibilidades de trabalho em minha comunidade escolar, questões investigativas em todas as áreas do conhecimento podem fazer a diferença e despertar um maior interesse nos pais dos alunos para a construção da cidadania. Elaborar entrevistas na comunidade que envolva diferentes idades e camadas socioeconômicas podem ser o início da participação dos pais na escola. Podemos a partir daí construir momentos de aprendizagem, reflexões que possibilitem que na relação social se dê uma nova direção. Nestes encontros poderemos sugerir novas temáticas (política, família, geração de renda, meio ambiente, segurança) e por votação escolhermos sugestões e implantarmos novos temas com dinâmicas de participação que tenha como objetivo contemplar as necessidades de toda a comunidade escolar. Sei que precisamos trabalhar muito e que os resultados podem ser lentos e não posso pensar em resultados imediatos, mas que preciso levar este conhecimento para os meus colegas e junto da equipe diretiva elaborarmos um projeto de trabalho que possibilite aos poucos essa efetiva participação.

Referências Bibliográficas:
Biblioteca do ROODA

sábado, 29 de março de 2008

Adquirindo novos conhecimentos...

De acordo com a história Grega, Zeus um Deus do Olimpo foi incumbido de criar divindades para perpetuar a glória e cantar a vitória dos Olímpicos. Zeus passou nove noites com a Deusa da Memória Mnemosyne e então após nove meses esta deu à luz a nove musas que cantavam o presente, o passado e o futuro juntamente com a lira de Apólo, encantando o Panteon Grego. Estas, eram ninfas dos rios e lagos.

Acredito que a relação existente entre esta Deusa Grega Mnemosyne e nossa interdisciplina, seja justamente por sermos profissionais da Educação Brasileira e que devemos trabalhar com as memórias da sociedade na qual estamos inseridos. Portanto devemos ter como objetivo preservar a cultura da comunidade na qual estamos inseridos.
A cultura da sociedade precisa ser preservada de várias maneiras, neste caso nós professores não podemos contar apenas com a Deusa da Memória Mnemosyne. Portanto preservar a cultura de um povo é descobrir mecanismos que possam perpetuar o conjunto de elementos materiais e espirituais construídos pelo homem dentro de um determinado tempo e espaço da sociedade.

Mnemosyne
"Mnemosyne era uma das titânides filhas de Urano e Gaia e a deusa da Memória. Ela teve de Zeus as Noves Musas:
As Nove Musas são: Calíope, Clio, Erato, Euterpe, Melpômene, Polímnia, Terpsícore, Tália, e Urania.
Mnemosyne aquela que preserva do esquecimento- seria a divindade da enumeração vivificadora frente aos perigos da infinitude, frente aos perigos do esquecimento que na cosmogonia grega aparece como um rio, o Lethe, um rio a cruzar a morada dos mortos (o de “letal” esquecimento), o Tártaro, e de onde “as almas bebiam sua água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua existência anterior”.
Texto retirado da Wikipedia em 29/03/2008.