Prática e Teoria ...Aprendendo Mais...
Ciências e Temas Científicos Estudados Pelas Crianças
Mediante a atividade proposta feita com os meus alunos de 3ª série, tive a oportunidade de vivenciar junto com eles uma experiência única e muito gratificante, digo isso em função da peculiaridade com que cada aluno fez a representação com o desenho da palavra recebida. Apresentei as palavras: luz, árvore, estrada, força, raiva, lixo, pé, rio, ácido, saudade, coração, nuvem, céu, mar, planeta, energia. Fiz questionamentos e os alunos com muita propriedade responderam de acordo com suas vivências. Uma aluna fez um ferro de passar roupa e este ligado a uma tomada de corrente elétrica representando a palavra “energia”. Reportei-me a minha infância e pensei que eu jamais iria desenhar um ferro elétrico, pois eu não conhecia um ferro elétrico, o nosso era com brasas de carvão. Um aluno desenhou uma mulher dando à luz um bebê para representar a palavra “luz”, esta então foi a que os colegas e inclusive eu achamos a mais diferente representação.
Os desenhos que os alunos consideraram mais difíceis de representar foram o da palavra força e o da palavra ácido. Foi o momento que os lembrei do que os pedreiros usavam misturar na água para limpar os tijolos, as cerâmicas, eles argumentaram dizendo que eles sabiam o que era, no entanto o desenho era difícil de fazer. Os desenho que eles identificaram como os mais parecidos foram os desenhos de coração, árvore e céu. Com este trabalho pude experienciar e perceber o quanto pode ser diferente as representações de um grupo de alunos da mesma comunidade em que vivem, estudam na mesma turma e têm praticamente a mesma idade.
Eu de posse da leitura do texto da Russel Teresinha Dutra da Rosa, pude perceber que quanta surpresa nos traz o aluno e que o quanto eu posso aproveitar para aprofundar temas, buscar e analisar conteúdos para a área da Ciência e que estes naturalmente estão interligados com outras áreas e que precisam ser levados em consideração. Eu sempre me esforço para trabalhar com os meus alunos de modo integrado, pois vejo que as demais disciplinas estão sempre relacionadas de um modo ou de outro. Apareceu a água na representação da palavra “planeta”, aproveitei para trabalhar os cuidados com o armazenamento d’água.
Hoje estamos enfrentando a Dengue, doença que está diretamente ligada aos cuidados com o armazenamento d’água. Trabalhei com os meus alunos este conteúdo e estes me disseram: _ Mas aqui não temos ninguém com Dengue, isto é só lá em São Paulo o Luciano Huk é que teve dengue.
Eu, com meu fazer pedagógico disse a eles que ainda não foi divulgado que aqui, em Gravataí, alguém esteve com Dengue, mas que precisamos ter todos os cuidados necessários porque os meios de comunicação podem estar mascarando a verdadeira realidade. E que depende de todos nós, da sociedade em geral, rica e pobre, aplicarmos as medidas de prevenção, pois a doença não escolhe classe social, idade, ou classe econômica privilegiada ou pobre. Neste conteúdo estávamos trabalhando Ciências e Estudos Sociais, exemplo de prática de interdisciplinaridade que apresenta uma ligação do movimento social para o combate da proliferação do mosquito da Dengue.
PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS! Este blog se destina ao trabalho desenvolvido na Interdisciplina Seminário Integrador e outras Interdisciplina deste e dos demais semestres.
domingo, 20 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
Repensando o Planejamento de Estudos Sociais
Repensando o Planejamento de Estudos Sociais
Minha vivência de duas décadas em sala de aula é de um planejamento baseado nas datas comemorativas. No início de cada ano letivo nos reunimos com o conselho escolar, e comunidade escolar para votação do calendário escolar. Após este primeiro encontro os professores e equipe diretiva nos reunimos para o planejamento dos objetivos a serem atingidos no decorrer do ano letivo e depois damos início aos objetivos do trimestre. Poucas oportunidades são dadas para que os pais opinem sobre os conteúdos de Estudos Sociais ou outras disciplinas.
Tendo em vista que o planejamento precisa ser feito contemplando momentos de participação dos pais e professores para discussão dos objetivos que irão ser trabalhados em Estudos Sociais, em minha escola estamos ainda muito a quem do que ideal. Em virtude do próprio desinteresse dos pais em participar de atividades de estudos e reflexões na escola, aponto como sendo um dos motivos pelo qual muitas vezes não são feitas atividades que propiciem determinadas discussões, bem como a acomodação do grupo docente que pensa que está fazendo o seu trabalho de modo eficaz esquecendo que precisam ser persistentes e audazes na construção do pensamento e da ação de uma comunidade para a construção de uma sociedade cidadã.
O grupo docente de uma comunidade escolar é responsável por questões subjacentes que devem ir além da coleta de dados históricos de um determinado local e época, mas deve oferecer situações de mudança pelo grupo atuante de modo que este seja um chamamento ao grupo passivo para que também participem e façam suas inferências e se dê a construção social. O trabalho do professor precisa ser incansável, pois pensar que vamos atingir 100% pode ser utopia do ponto de vista de quem não sonha com um mundo melhor. Mesmo que as mudanças não sejam o tanto que esperamos precisamos pensar que com o trabalho implantado há uma “contaminação” de idéias que atingem o grupo mesmo que de modo indireto.
Eu hoje, de posse de uma reflexão sobre o meu fazer pedagógico vejo outras possibilidades de trabalho em minha comunidade escolar, questões investigativas em todas as áreas do conhecimento podem fazer a diferença e despertar um maior interesse nos pais dos alunos para a construção da cidadania. Elaborar entrevistas na comunidade que envolva diferentes idades e camadas socioeconômicas podem ser o início da participação dos pais na escola. Podemos a partir daí construir momentos de aprendizagem, reflexões que possibilitem que na relação social se dê uma nova direção. Nestes encontros poderemos sugerir novas temáticas (política, família, geração de renda, meio ambiente, segurança) e por votação escolhermos sugestões e implantarmos novos temas com dinâmicas de participação que tenha como objetivo contemplar as necessidades de toda a comunidade escolar. Sei que precisamos trabalhar muito e que os resultados podem ser lentos e não posso pensar em resultados imediatos, mas que preciso levar este conhecimento para os meus colegas e junto da equipe diretiva elaborarmos um projeto de trabalho que possibilite aos poucos essa efetiva participação.
Referências Bibliográficas:
Biblioteca do ROODA
Minha vivência de duas décadas em sala de aula é de um planejamento baseado nas datas comemorativas. No início de cada ano letivo nos reunimos com o conselho escolar, e comunidade escolar para votação do calendário escolar. Após este primeiro encontro os professores e equipe diretiva nos reunimos para o planejamento dos objetivos a serem atingidos no decorrer do ano letivo e depois damos início aos objetivos do trimestre. Poucas oportunidades são dadas para que os pais opinem sobre os conteúdos de Estudos Sociais ou outras disciplinas.
Tendo em vista que o planejamento precisa ser feito contemplando momentos de participação dos pais e professores para discussão dos objetivos que irão ser trabalhados em Estudos Sociais, em minha escola estamos ainda muito a quem do que ideal. Em virtude do próprio desinteresse dos pais em participar de atividades de estudos e reflexões na escola, aponto como sendo um dos motivos pelo qual muitas vezes não são feitas atividades que propiciem determinadas discussões, bem como a acomodação do grupo docente que pensa que está fazendo o seu trabalho de modo eficaz esquecendo que precisam ser persistentes e audazes na construção do pensamento e da ação de uma comunidade para a construção de uma sociedade cidadã.
O grupo docente de uma comunidade escolar é responsável por questões subjacentes que devem ir além da coleta de dados históricos de um determinado local e época, mas deve oferecer situações de mudança pelo grupo atuante de modo que este seja um chamamento ao grupo passivo para que também participem e façam suas inferências e se dê a construção social. O trabalho do professor precisa ser incansável, pois pensar que vamos atingir 100% pode ser utopia do ponto de vista de quem não sonha com um mundo melhor. Mesmo que as mudanças não sejam o tanto que esperamos precisamos pensar que com o trabalho implantado há uma “contaminação” de idéias que atingem o grupo mesmo que de modo indireto.
Eu hoje, de posse de uma reflexão sobre o meu fazer pedagógico vejo outras possibilidades de trabalho em minha comunidade escolar, questões investigativas em todas as áreas do conhecimento podem fazer a diferença e despertar um maior interesse nos pais dos alunos para a construção da cidadania. Elaborar entrevistas na comunidade que envolva diferentes idades e camadas socioeconômicas podem ser o início da participação dos pais na escola. Podemos a partir daí construir momentos de aprendizagem, reflexões que possibilitem que na relação social se dê uma nova direção. Nestes encontros poderemos sugerir novas temáticas (política, família, geração de renda, meio ambiente, segurança) e por votação escolhermos sugestões e implantarmos novos temas com dinâmicas de participação que tenha como objetivo contemplar as necessidades de toda a comunidade escolar. Sei que precisamos trabalhar muito e que os resultados podem ser lentos e não posso pensar em resultados imediatos, mas que preciso levar este conhecimento para os meus colegas e junto da equipe diretiva elaborarmos um projeto de trabalho que possibilite aos poucos essa efetiva participação.
Referências Bibliográficas:
Biblioteca do ROODA
Marcadores:
Representação Do Mundo Pelos Estudos Sociais
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Desenho Representando a Palavra...
Eu apresentei as palavras conforme a ordem: luz, árvore, estrada, força;
raiva,lixo, pé, rio;
ácido, saudade, coração, nuvem;´
céu, mar, planeta, energia.
Pedi aos alunos que representassem através de desenhos as palavras qu estavam em cada espaço da folha. Os alunos iniciaram o trabalho e eu comecei a circular entre estes. No 5º aluno que eu observei, ele já havia concluído o primeiro desenho o qual representava a luz. Fiquei impressionada, pois não esperava por o desenho de uma mulher em uma posição estranha,com seios bem desenhados. Perguntei ao aluno o que ele havia desenhado. Ele me respondeu: - É uma mulher dando à luz, professora!
Eu jamais imaginei que pudesse alguém dar essa interpretação. Portanto é necessário que em qualquer situação de nossa vida profissional, como professor(ra) não nos escandalizarmos com o que os alunos nos trazem de vivência, moral, princípios, representação. Pois eu poderia ter dito a ele que onde estava a luz que eu pedi para desenhar, pois não enxergava luz nenhuma ali.
Manifesto aqui a grande alegria de estar aprendendo sempre, e agora com esta Interdisciplina com fudamentação teórica, Representação do Mundo Pelas Ciências Naturais, estou aplicando em meu trabalho diário com os alunos. Fazer inferência no meio onde estamos inseridos requer conhecimento e respeito pela cultura do outro.
O trabalho do professor, nos mais variados momentos de atuação, integra um contexto que constitui a formação cultural em todos os aspectos, formando subjetivamente a identidade, a vida comunitária da sociedade em que atua. Pois, o trabalho do professor precisa avançar indo além dos muros escolares, é mister que se discuta o que nos é apresentado nos mais variados meios de comunicação que primam pelo consumo desenfreado e não pela preservação da vida no mais amplo sentido. Precisamos lutar por políticas públicas que tenham como objetivo a preservação da vida e para isto é necessário repensar os conceitos que nos são apresentados pelo meios de comunicação.
Marcadores:
Representação do Mundo Pelas Ciências Naturais
sábado, 29 de março de 2008
Adquirindo novos conhecimentos...
De acordo com a história Grega, Zeus um Deus do Olimpo foi incumbido de criar divindades para perpetuar a glória e cantar a vitória dos Olímpicos. Zeus passou nove noites com a Deusa da Memória Mnemosyne e então após nove meses esta deu à luz a nove musas que cantavam o presente, o passado e o futuro juntamente com a lira de Apólo, encantando o Panteon Grego. Estas, eram ninfas dos rios e lagos.
Acredito que a relação existente entre esta Deusa Grega Mnemosyne e nossa interdisciplina, seja justamente por sermos profissionais da Educação Brasileira e que devemos trabalhar com as memórias da sociedade na qual estamos inseridos. Portanto devemos ter como objetivo preservar a cultura da comunidade na qual estamos inseridos.
A cultura da sociedade precisa ser preservada de várias maneiras, neste caso nós professores não podemos contar apenas com a Deusa da Memória Mnemosyne. Portanto preservar a cultura de um povo é descobrir mecanismos que possam perpetuar o conjunto de elementos materiais e espirituais construídos pelo homem dentro de um determinado tempo e espaço da sociedade.
Mnemosyne
"Mnemosyne era uma das titânides filhas de Urano e Gaia e a deusa da Memória. Ela teve de Zeus as Noves Musas:
As Nove Musas são: Calíope, Clio, Erato, Euterpe, Melpômene, Polímnia, Terpsícore, Tália, e Urania.
Mnemosyne aquela que preserva do esquecimento- seria a divindade da enumeração vivificadora frente aos perigos da infinitude, frente aos perigos do esquecimento que na cosmogonia grega aparece como um rio, o Lethe, um rio a cruzar a morada dos mortos (o de “letal” esquecimento), o Tártaro, e de onde “as almas bebiam sua água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua existência anterior”.
Texto retirado da Wikipedia em 29/03/2008.
Acredito que a relação existente entre esta Deusa Grega Mnemosyne e nossa interdisciplina, seja justamente por sermos profissionais da Educação Brasileira e que devemos trabalhar com as memórias da sociedade na qual estamos inseridos. Portanto devemos ter como objetivo preservar a cultura da comunidade na qual estamos inseridos.
A cultura da sociedade precisa ser preservada de várias maneiras, neste caso nós professores não podemos contar apenas com a Deusa da Memória Mnemosyne. Portanto preservar a cultura de um povo é descobrir mecanismos que possam perpetuar o conjunto de elementos materiais e espirituais construídos pelo homem dentro de um determinado tempo e espaço da sociedade.
Mnemosyne
"Mnemosyne era uma das titânides filhas de Urano e Gaia e a deusa da Memória. Ela teve de Zeus as Noves Musas:
As Nove Musas são: Calíope, Clio, Erato, Euterpe, Melpômene, Polímnia, Terpsícore, Tália, e Urania.
Mnemosyne aquela que preserva do esquecimento- seria a divindade da enumeração vivificadora frente aos perigos da infinitude, frente aos perigos do esquecimento que na cosmogonia grega aparece como um rio, o Lethe, um rio a cruzar a morada dos mortos (o de “letal” esquecimento), o Tártaro, e de onde “as almas bebiam sua água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua existência anterior”.
Texto retirado da Wikipedia em 29/03/2008.
Marcadores:
Representação Do Mundo Pelos Estudos Sociais
quinta-feira, 20 de março de 2008
lV SEMESTRE
Estou iniciando mais um semestre e com muita satisfação dou meus votos de BOAS VINDAS a todos(as), neste momento de grande expectativa para todos.
Convicta de muitos desafios a enfrentar e muitos obstáculos a transpor, mas otimista e sabendo que terei o suporte necessário para a superação das dificuldades do decorrente semestre estou certa de que serei mais uma vez vencedora da nova caminhada.
Aos colegas, tutores e professores digo que sou muito feliz em tê-los como parceiros de mais esta etapa de minha caminhada. Sendo eu uma "Professora em Formação" tenho muito que aprender com todos vocês e como diz Maurice Tardif: " Não somos meros reprodutores de idéias alheias, mas pesquisadores. O apoio mútuo ajuda a quebrar o isolamento que estamos sujeitos. Estreitar esse tipo de vínculo só melhora as relações na escola e a formação de todos."
Podemos dizer que somos colaboradores da formação uns dos outros na medida em que compartilhamos nossos fazeres pedagógicos colocando estes ao conhecimento de todos.
Quero manifestar minha alegria e satisfação em estar mais uma vez tendo a oportunidade de estar colaborando e ao mesmo tempo sendo agraciada pelos saberes de todos: colegas, tutores e professores desta majestosa universidade. Estou vendo, sentindo e torcendo para ter mais um semestre concluído na UFRGS, com chave de ouro é claro.
Um abraço fraterno a todos.
Convicta de muitos desafios a enfrentar e muitos obstáculos a transpor, mas otimista e sabendo que terei o suporte necessário para a superação das dificuldades do decorrente semestre estou certa de que serei mais uma vez vencedora da nova caminhada.
Aos colegas, tutores e professores digo que sou muito feliz em tê-los como parceiros de mais esta etapa de minha caminhada. Sendo eu uma "Professora em Formação" tenho muito que aprender com todos vocês e como diz Maurice Tardif: " Não somos meros reprodutores de idéias alheias, mas pesquisadores. O apoio mútuo ajuda a quebrar o isolamento que estamos sujeitos. Estreitar esse tipo de vínculo só melhora as relações na escola e a formação de todos."
Podemos dizer que somos colaboradores da formação uns dos outros na medida em que compartilhamos nossos fazeres pedagógicos colocando estes ao conhecimento de todos.
Quero manifestar minha alegria e satisfação em estar mais uma vez tendo a oportunidade de estar colaborando e ao mesmo tempo sendo agraciada pelos saberes de todos: colegas, tutores e professores desta majestosa universidade. Estou vendo, sentindo e torcendo para ter mais um semestre concluído na UFRGS, com chave de ouro é claro.
Um abraço fraterno a todos.
Marcadores:
Seminário Integrador lV
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Refrexões
SALA DE AULA É LUGAR DE BRINCAR?
Sala de aula é lugar de brincar. Eu pude experienciar com as Interdisciplinas deste semestre atividades que justificam isto. Desenvolvendo atividades lúdicas pude comprovar que atividades de folga são muito importantes, pois neste momento que o professor tem a oportunidade de entender as relações do aluno com o mundo que o cerca. O aluno brinca, joga, faz do lazer sua evolução cognitiva assim como trabalha suas emoções de modo que faz os seus medos, sonhos e ilusões serem objetos de suas brincadeiras.
Eu trabalho com 3ª. Série e levo meus alunos para brincar no pátio com brinquedos e jogos duas vezes por semana e na sala uso jogos pedagógicos duas vezes por semana. Estes momentos eu afirmo que oportunizam um grande crescimento para mim e também para meus alunos, visto que assim damos um sentido suave as nossas aprendizagens.
A criança quando joga trabalha limites desenvolvem o raciocínio, portanto jogo e brincadeira são coisas sérias, pois é trabalho mental prazeroso e que faz com que a criança evolua sua condição social. Quando observamos as crianças jogarem podemos perceber que quando uma tenta burlar as regras do jogo, ou as regras pré-estabelecidas, os demais colegas fazem com que esta relembre as regras fazendo com que seja trabalhado o senso de cooperação e respeito com os colegas.
Podemos observar as crianças brincando e vemos que elas mostram suas vivências, o modo como chamam atenção das bonecas, “seus filhos”, “usam o batom antes de saírem para o trabalho”, atitudes
que são transferência de papéis. Manifestações através das quais podemos conhecer melhor nosso aluno e trabalharmos as conquistas, a rivalidade que há entre os membros da família, os tabus, etc.
Trabalhei com “Música Popular Para Crianças”, na Interdisciplina Música na Escola, onde os alunos precisavam criar uma coreografia dentro do compasso do samba, da música “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida. Atividade lúdica que os alunos se soltaram, brincaram com a letra, com o samba, questionaram sobre os compositores. Exploraram o vocabulário brincando com as palavras, buscaram no dicionário, aprenderam sim, pois instigou a curiosidade. Pude trabalhar o compasso, expliquei que é a pulsação dos tempos fortes e fracos da música. Os alunos construíram instrumentos musicais, reco-reco, tamborim, chocalho, exploraram os diversos sons produzidos.
Ficou claro com a Interdisciplina de Ludicidade que é imprescindível trabalhar com nossos alunos atividades que explorem o lúdico, seja um jogo, uma brincadeira, em fim uma atividade de folga. São atividades que promovem a interação com o grupo, estabelecem condição para o crescimento do indivíduo e do grupo no qual este está inserido.
Sala de aula é lugar de brincar. Eu pude experienciar com as Interdisciplinas deste semestre atividades que justificam isto. Desenvolvendo atividades lúdicas pude comprovar que atividades de folga são muito importantes, pois neste momento que o professor tem a oportunidade de entender as relações do aluno com o mundo que o cerca. O aluno brinca, joga, faz do lazer sua evolução cognitiva assim como trabalha suas emoções de modo que faz os seus medos, sonhos e ilusões serem objetos de suas brincadeiras.
Eu trabalho com 3ª. Série e levo meus alunos para brincar no pátio com brinquedos e jogos duas vezes por semana e na sala uso jogos pedagógicos duas vezes por semana. Estes momentos eu afirmo que oportunizam um grande crescimento para mim e também para meus alunos, visto que assim damos um sentido suave as nossas aprendizagens.
A criança quando joga trabalha limites desenvolvem o raciocínio, portanto jogo e brincadeira são coisas sérias, pois é trabalho mental prazeroso e que faz com que a criança evolua sua condição social. Quando observamos as crianças jogarem podemos perceber que quando uma tenta burlar as regras do jogo, ou as regras pré-estabelecidas, os demais colegas fazem com que esta relembre as regras fazendo com que seja trabalhado o senso de cooperação e respeito com os colegas.
Podemos observar as crianças brincando e vemos que elas mostram suas vivências, o modo como chamam atenção das bonecas, “seus filhos”, “usam o batom antes de saírem para o trabalho”, atitudes
que são transferência de papéis. Manifestações através das quais podemos conhecer melhor nosso aluno e trabalharmos as conquistas, a rivalidade que há entre os membros da família, os tabus, etc.
Trabalhei com “Música Popular Para Crianças”, na Interdisciplina Música na Escola, onde os alunos precisavam criar uma coreografia dentro do compasso do samba, da música “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida. Atividade lúdica que os alunos se soltaram, brincaram com a letra, com o samba, questionaram sobre os compositores. Exploraram o vocabulário brincando com as palavras, buscaram no dicionário, aprenderam sim, pois instigou a curiosidade. Pude trabalhar o compasso, expliquei que é a pulsação dos tempos fortes e fracos da música. Os alunos construíram instrumentos musicais, reco-reco, tamborim, chocalho, exploraram os diversos sons produzidos.
Ficou claro com a Interdisciplina de Ludicidade que é imprescindível trabalhar com nossos alunos atividades que explorem o lúdico, seja um jogo, uma brincadeira, em fim uma atividade de folga. São atividades que promovem a interação com o grupo, estabelecem condição para o crescimento do indivíduo e do grupo no qual este está inserido.
Marcadores:
Ludicidade e Educação - B
sábado, 8 de dezembro de 2007
Música na Escola
"Música Popular Brasileira Para Crianças"
Objetivo
Estimular os alunos a desenvolverem o gosto pelas atividades musicais através de exercícios que explorem alguns passos pelo qual a música passa e que sem estes não é música.
4/12/07
1. Apresentei o CD de áudio disponibilizado no pólo com as músicas para as crianças ouvirem e disse que se alguém quisesse dançar, cantar estava livre para eles. Avisei a eles que após ouvirmos a músicas iríamos escolher uma para montarmos um trabalho muito especial.
Após ouvirem todas as músicas eu questionei sobre o conhecimento da composição destas músicas, ninguém conhecia, não fiquei surpresa, pois na pesquisa anterior as músicas que costumavam ouvir era reep e fank.
Os meus alunos gostaram de todas as músicas e pedi que escolhessem uma para fazermos o trabalho. Escolheram música “Pelo Telefone”, Donga e Mauro de Almeida.
Perguntei se sabiam que tipo de música era, eles disseram que era um samba, então eu complementei dizendo que era uma melodia suave. Expliquei que melodia é a intensidade do som fraco ou forte.
Neste dia nós ouvimos o CD e cantamos e dançamos livremente as músicas. Após esta atividade perguntei se sabiam quem compôs estas músicas, ninguém sabia isto não me causa surpresa nenhuma, são músicas que não estão acostumados a ouvir.
2. Levei os meus alunos para a sala da supervisão escolar com prévio agendamento de horário para assistirem os slides do livro disponibilizado no pólo. Abro um parêntese para explicar que neste local tem um único computador que funciona, pois na escola temos uma sala de inclusão digital com quinze computadores que nenhum funciona. Dividi a turma em três grupos.
Mostrei as imagens e fui falando sobre os compositores que nele estão sendo apresentados, a época e locais onde eles comporam suas canções. Eles manifestaram interesse e curiosidade em saber sobre estes compositores. Ficaram realmente muito empolgados.
Propus que trouxessem latas, garrafas vazias e grãos de diferentes espécies, variando o tamanho.
5/12/07
1. Confeccionamos alguns chocalhos com o material que havia previamente pedido. Uma aluna trousse três reco-recos que o pai fez com pedaços de bambu. Eles experimentaram os diferentes sons produzidos pelos instrumentos.
Entreguei xerocada a letra da música que eles haviam escolhido para que pudessem cantar a música: “Pelo Telefone” de Donga e Mauro de Almeida. Cantaram companhando com os instrumentos confeccionados.
2. Dividi o grupo em dois grupos, um de frente para o outro. Montei uma coreografia de acordo com o compasso binário. Em cada estrofe o grupo 1 dava um passo à frente e batia uma palma. O grupo 2 dava um passo a frente apenas, depois eu inverti as ações. Os alunos adoraram, pediram para repetir várias vezes.
Nesta atividade as crianças ouviram sentiram e tiveram a oportunidade de se envolver com a música de modo que se contagiaram com a sensibilidade da música em questão.
"Música é a arte de expressar nossos sentimentos através dos sons e a Teoria é o conjunto de conhecimentos que propõe explicar, elucidar e interpretar o que ocorre nesta atividade prática e é uma importante ferramenta na formação de conceito, metodologia de estudo, maneira de pensar e entender o que fazemos. É a parte científica do estudo da música." Márcio Cintra
Eu julgo que são muito significativas estas atividades para mim, creio que são evidentes minhas aprendizagens, pois estou aplicando no meu grupo de alunos os conhecimentos adquiridos nesta interdisciplina Música na Escola. O meu trabalho está sendo qualificado e os meus alunos estão tendo uma formação que evidenciam o crescimento em suas aprendizagens. A minha prática pedagógica está em ascensão visto que estou adquirindo conhecimento com as leituras, com aulas presenciais e conseqüentemente aplicando em minhas atividades docentes.
Em toda e qualquer proposta de ensino que tenha como objetivo o desenvolvimento do indivíduo em sua totalidade deve estar inserida a música. A música trabalha e está associada à cultura e as tradições de um povo abordando seus costumes e suas crenças dentro do contexto peculiar de todo e qualquer lugar do mundo. O aluno precisa trazer seus conhecimentos de música para a sala de aula para que o professor possa contextualizar e desenvolver estudos de obras que façam com que o mesmo conheça e adquira conhecimentos para seu crescimento. Sendo que isto só acontece se o professor tiver este conhecimento e oportunizar ao aluno situações de ensino aprendizagem que sejam colocadas em prática a apreciação da música.
Faço questão de dizer e que também podem observar pelo vídeo a legria e o entusiasmo com que os alunos fazem os passos da dança e preocupados com a melhor cena, com o melhor de si na coreografia.
Eu trabalhei com meus alunos estas atividades considerando que todos os indivíduos participassem ativamente de todas as tarefas de modo criativo, participativo como pessoas que ouvem a música estimulando as potencialidades individuais de cada um.
O que é Teatro na Educação?
Para Fanny Abramovich:
"É claro que nenhum professor sente-se em condições de dirigir uma peça. Se não é montar algo, é, ludicamente, possibilitar que os alunos se expressem, fazer com que eles inventem a sua "história" e encontrem a melhor forma de mostrá-la a seus amigos (não precisa de platéia especial). Onde? Na descoberta do próprio espaço que a escola oferece (não precisa de nenhum palco). Sem material? Claro, com o material que os alunos descobrem na própria escola, nas imediações, trazem de casa. Quando? Sempre, porque toda atividade que é um jogo não tem data prévia para acontecer. E eu, o que faço? Olho o jogo espontâneo e o enriqueço, possibilitando outras alternativas, sem me preocupar em dar o meu enfoque. Pouco misterioso, não é? É só olhar as crianças na hora do recreio, na rua, para ver que elas estão sempre "brincando de teatro". E basta a gente lembrar de como "fazia teatrinho" quando era criança, lá no quintal de casa..."
Como é possível observar, não tem como descrever tamanho prazer que dá para o professor quando percebe as atividades propostas sendo executadas pelos seus alunos e tendo os objetivos atingidos de maneira lúdica, onde o mais impotante é o prazer de aprender pelo próprio prazer de aprender. Expressões nas quais o aluno usa de sua expontaneidade para criar, improvisar, isto é, dá asas a sua imaginação. Também vale salientar que as expressões da arte ficam aqui "de mãos dadas" e que posso dizer pela própria prática da atividade fica impossível trabalhar com estas de modo isolado.
Aqui ressalto quão importante é teoria e prática andar juntas, bem como nos diz Márcio Cintra: "Teoria só fará sentido se puder ser aplicada na prática, pois a teoria sem prática é como fé sem obras."
Referências bibliográficas:
http://www.wooz.org.br/teatroeducacao.htm
http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/teoria_musical/teoria_cintra/index.htm
Data:08/12/07
Objetivo
Estimular os alunos a desenvolverem o gosto pelas atividades musicais através de exercícios que explorem alguns passos pelo qual a música passa e que sem estes não é música.
4/12/07
1. Apresentei o CD de áudio disponibilizado no pólo com as músicas para as crianças ouvirem e disse que se alguém quisesse dançar, cantar estava livre para eles. Avisei a eles que após ouvirmos a músicas iríamos escolher uma para montarmos um trabalho muito especial.
Após ouvirem todas as músicas eu questionei sobre o conhecimento da composição destas músicas, ninguém conhecia, não fiquei surpresa, pois na pesquisa anterior as músicas que costumavam ouvir era reep e fank.
Os meus alunos gostaram de todas as músicas e pedi que escolhessem uma para fazermos o trabalho. Escolheram música “Pelo Telefone”, Donga e Mauro de Almeida.
Perguntei se sabiam que tipo de música era, eles disseram que era um samba, então eu complementei dizendo que era uma melodia suave. Expliquei que melodia é a intensidade do som fraco ou forte.
Neste dia nós ouvimos o CD e cantamos e dançamos livremente as músicas. Após esta atividade perguntei se sabiam quem compôs estas músicas, ninguém sabia isto não me causa surpresa nenhuma, são músicas que não estão acostumados a ouvir.
2. Levei os meus alunos para a sala da supervisão escolar com prévio agendamento de horário para assistirem os slides do livro disponibilizado no pólo. Abro um parêntese para explicar que neste local tem um único computador que funciona, pois na escola temos uma sala de inclusão digital com quinze computadores que nenhum funciona. Dividi a turma em três grupos.
Mostrei as imagens e fui falando sobre os compositores que nele estão sendo apresentados, a época e locais onde eles comporam suas canções. Eles manifestaram interesse e curiosidade em saber sobre estes compositores. Ficaram realmente muito empolgados.
Propus que trouxessem latas, garrafas vazias e grãos de diferentes espécies, variando o tamanho.
5/12/07
1. Confeccionamos alguns chocalhos com o material que havia previamente pedido. Uma aluna trousse três reco-recos que o pai fez com pedaços de bambu. Eles experimentaram os diferentes sons produzidos pelos instrumentos.
Entreguei xerocada a letra da música que eles haviam escolhido para que pudessem cantar a música: “Pelo Telefone” de Donga e Mauro de Almeida. Cantaram companhando com os instrumentos confeccionados.
2. Dividi o grupo em dois grupos, um de frente para o outro. Montei uma coreografia de acordo com o compasso binário. Em cada estrofe o grupo 1 dava um passo à frente e batia uma palma. O grupo 2 dava um passo a frente apenas, depois eu inverti as ações. Os alunos adoraram, pediram para repetir várias vezes.
Nesta atividade as crianças ouviram sentiram e tiveram a oportunidade de se envolver com a música de modo que se contagiaram com a sensibilidade da música em questão.
"Música é a arte de expressar nossos sentimentos através dos sons e a Teoria é o conjunto de conhecimentos que propõe explicar, elucidar e interpretar o que ocorre nesta atividade prática e é uma importante ferramenta na formação de conceito, metodologia de estudo, maneira de pensar e entender o que fazemos. É a parte científica do estudo da música." Márcio Cintra
Eu julgo que são muito significativas estas atividades para mim, creio que são evidentes minhas aprendizagens, pois estou aplicando no meu grupo de alunos os conhecimentos adquiridos nesta interdisciplina Música na Escola. O meu trabalho está sendo qualificado e os meus alunos estão tendo uma formação que evidenciam o crescimento em suas aprendizagens. A minha prática pedagógica está em ascensão visto que estou adquirindo conhecimento com as leituras, com aulas presenciais e conseqüentemente aplicando em minhas atividades docentes.
Em toda e qualquer proposta de ensino que tenha como objetivo o desenvolvimento do indivíduo em sua totalidade deve estar inserida a música. A música trabalha e está associada à cultura e as tradições de um povo abordando seus costumes e suas crenças dentro do contexto peculiar de todo e qualquer lugar do mundo. O aluno precisa trazer seus conhecimentos de música para a sala de aula para que o professor possa contextualizar e desenvolver estudos de obras que façam com que o mesmo conheça e adquira conhecimentos para seu crescimento. Sendo que isto só acontece se o professor tiver este conhecimento e oportunizar ao aluno situações de ensino aprendizagem que sejam colocadas em prática a apreciação da música.
Faço questão de dizer e que também podem observar pelo vídeo a legria e o entusiasmo com que os alunos fazem os passos da dança e preocupados com a melhor cena, com o melhor de si na coreografia.
Eu trabalhei com meus alunos estas atividades considerando que todos os indivíduos participassem ativamente de todas as tarefas de modo criativo, participativo como pessoas que ouvem a música estimulando as potencialidades individuais de cada um.
O que é Teatro na Educação?
Para Fanny Abramovich:
"É claro que nenhum professor sente-se em condições de dirigir uma peça. Se não é montar algo, é, ludicamente, possibilitar que os alunos se expressem, fazer com que eles inventem a sua "história" e encontrem a melhor forma de mostrá-la a seus amigos (não precisa de platéia especial). Onde? Na descoberta do próprio espaço que a escola oferece (não precisa de nenhum palco). Sem material? Claro, com o material que os alunos descobrem na própria escola, nas imediações, trazem de casa. Quando? Sempre, porque toda atividade que é um jogo não tem data prévia para acontecer. E eu, o que faço? Olho o jogo espontâneo e o enriqueço, possibilitando outras alternativas, sem me preocupar em dar o meu enfoque. Pouco misterioso, não é? É só olhar as crianças na hora do recreio, na rua, para ver que elas estão sempre "brincando de teatro". E basta a gente lembrar de como "fazia teatrinho" quando era criança, lá no quintal de casa..."
Como é possível observar, não tem como descrever tamanho prazer que dá para o professor quando percebe as atividades propostas sendo executadas pelos seus alunos e tendo os objetivos atingidos de maneira lúdica, onde o mais impotante é o prazer de aprender pelo próprio prazer de aprender. Expressões nas quais o aluno usa de sua expontaneidade para criar, improvisar, isto é, dá asas a sua imaginação. Também vale salientar que as expressões da arte ficam aqui "de mãos dadas" e que posso dizer pela própria prática da atividade fica impossível trabalhar com estas de modo isolado.
Aqui ressalto quão importante é teoria e prática andar juntas, bem como nos diz Márcio Cintra: "Teoria só fará sentido se puder ser aplicada na prática, pois a teoria sem prática é como fé sem obras."
Referências bibliográficas:
http://www.wooz.org.br/teatroeducacao.htm
http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/teoria_musical/teoria_cintra/index.htm
Data:08/12/07
Assinar:
Postagens (Atom)