domingo, 30 de agosto de 2009

Mapa Conceitual... Reflexões...

As atividades desenvolvidas no PEAD são de modo que a aprendizagem se apresente de modo colaborativo. Penso que este método construtivo faz com que tenhamos mais chances de refletir e perceber o quanto é importante estas relações interpessoais. Eu já consigo desenvolver com meus alunos determinadas atividades em que eles participam e desenvolvem suas aprendizagens também colaborativamente. Acredito que muitas vezes por não ter o conhecimento teórico não percebia estas aprendizagens, nem tão pouco as proporcionava de modo que pudessem ser efetivamente colaborativas. Através dos projetos desenvolvidos na Interdisciplina Seminário Integrador podemos vivenciar bem estes passos da contrução da aprendizagem.


Na aula presencial de 25/08/09 a Professora Luciane Corte Real pedi que fizessemos grupos elaborássemos um conceito de mapa conceitual. Eu Cristina e minhas colegas Celma, Ana Beatiz, Beatriz Lopes e Eliete então escrevemos: Mapa conceitual é a apresentação de conceitos que são interligados e que apresentam o desenvolvimento de um processo de construção.


A teoria a respeito dos Mapas Conceituais foi desenvolvida na decáda de 70 pelo pesquisador norte-americano Joseph Novak. Ele define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento.
O mapa conceitual, foi originalmente baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel. A aprendizagem pode ser dita significativa quando uma nova informação adquire significado para o aprendiz através de uma espécie de ‘ancoragem’ em aspectos relevantes da estrutura cognitiva preexistente do indivíduo. Na aprendizagem significativa há uma interação entre o novo conhecimento e o já existente, na qual ambos se modificam. À medida que o conhecimento prévio serve de base para a atribuição de significados à nova informação, ele também se modifica. A estrutura cognitiva está constantemente se reestruturando durante a aprendizagem significativa. O processo é dinâmico; o conhecimento vai sendo construído.
Podemos dizer que mapa conceitual é uma representação gráfica em duas dimensões de um conjunto de conceitos construídos de tal forma que as relações entre eles sejam evidentes. Os conceitos aparecem dentro de caixas enquanto que as relações entre os conceitos são especificadas através de frases de ligação nos arcos que unem os conceitos. As frases de ligação têm funções estruturantes e exercem papel fundamental na representação de uma relação entre dois conceitos. A dois conceitos, conectados por uma frase de ligação chamamos de proposição. As proposições são uma característica particular dos mapas conceituais se comparados a outros tipos de representação como os mapas mentais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_conceitual

Pesquisa realizada em 30 de agosto de 2009.

sábado, 15 de agosto de 2009

Retornando aos estudos do PEAD/eixoVII

Tenho grande satisfação em estar mais um semestre em companhia de todos: colegas tutores(as) e professores. Tenho certeza que muito cresci tanto na vida profissional como na vida particular. Pois entendo que quando interagimos com os outro, nas mais variadas formas de convivência oportunizamos à nós e aos demais aprendizagens e motivos diversos para reflexão.
A UFRGS tem uma equipe de professores e tuores que muito contribuiram para meu crescimento profissional nestes seis semestres que se passaram, sei que o eixo VII não será diferente, tenho muitas espectativas, sei que terei muitos desafios , no entanto tenho a segurança que estarei amparada e que toda e qualquer impasse que serei levada a refletir e saberei como resolver.
Neste novo semestre temos a honra e o privilégio de contarmos com o brilhante Professor Silvesre Novak. Este que esteve afastado no eixo VI, por motivo que muito nos orgulha, conquistou um posto de trabalho de maior relevância na UFRGS.
Bem agora quero fazer um pedido à vista de todos. Acredito que seja possível, neste semestre, que a nossa querida Tutora Geny Schwartz venha mais vezes ao nosso Pólo em aulas presenciais. O semestre passado sentimos muito sua falta, ela não pode abrilhantar todos os nossos encontros presenciais do eixo VI. A Tutora Geny faz com que tudo seja mais fácil, mais encantador, faz com que os obstáculos sejam apenas um instrumento para galgarmos mais um degrau.
Quero assim dar minhas boas vindas a todos(as). Desde então agradeço a todos(as) que de um modo ou de outro irão contribuir para o meu crescimento dentro deste curso tão maravilhoso e de profícuas aprendizagens.
Um grande abraço.


Cristina de Siqueira da Silva.







quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mapa Conceitual


Componentes do Grupo: Ana Beatriz, Beatriz Lopes, Celma Andara, Eliete e cristina de Siqueira da Silva.




segunda-feira, 1 de junho de 2009

Autismo

O termo autismo vem do grego “autós” que significa “de si mesmo”. Em 1906, Plouller introduziu o termo autista na literatura psiquiátrica. Mas foi Bleuler, em 1911, o primeiro a difundir o termo autismo para referir-se ao quadro de esquizofrenia, que consiste na limitação das relações humanas e com o mundo externo. Em 1943, o psiquiatra americano Leo Kanner, que trabalhava em Baltimore, nos Estados Unidos, descreveu um grupo de onze casos clínicos de crianças em sua publicação intitulada “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” (Autistic Disturbances of Affective Contact). As crianças investigadas por Kanner apresentavam inabilidade para se relacionarem com outras pessoas e situações desde o início da vida (extremo isolamento), falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice. Segundo Kanner, o autismo era causado por pais altamente intelectualizados, pessoas emocionalmente frias e com pouco interesse nas relações humanas da criança. Em 1944, o pediatra austríaco Hans Asperger, em Viena, descreveu crianças que tinham dificuldades de integrar-se socialmente em grupos, denominando esta condição de “Psicopatia Autística” para transmitir a natureza estável do transtorno. Estas crianças exibiam um prejuízo social marcado, assemelhavam-se com as descritas por Kanner, porém tinham linguagem bem preservada e pareciam mais inteligentes. Entretanto, Asperger acreditava que elas eram diferentes das crianças com autismo na medida em que não eram tão perturbadas, demonstravam capacidades especiais, desenvolviam fala altamente gramatical em uma idade precoce, não apresentavam sintomas antes do terceiro ano de vida e tinham um bom prognóstico. A publicação de Kanner ficou conhecida, enquanto que o artigo de Asperger, escrito em alemão, só foi transcrito para o inglês por Lorna Wing, em 1981. O transtorno de Asperger se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de que não se acompanha de retardo ou deficiência de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo. A diferença fundamental entre um indivíduo com autismo de alto funcionamento e um indivíduo com transtorno de Asperger é que o com autismo possui QI executivo maior que o verbal e atraso na aquisição da linguagem. Na prática clínica, a distinção fará pouca diferença, porque o tratamento é basicamente o mesmo. É relevante salientar que algumas das especulações da publicação original de Kanner, como a frieza afetiva dos familiares (particularmente a da mãe), de a inteligência das crianças ser normal e de não haver presença de co-morbidade, com o tempo, mostraram-se incorretas. Com a evolução das pesquisas científicas, concluiu-se que o autismo não é um distúrbio do contato afetivo, mas sim um distúrbio do desenvolvimento. Em 1976, Lorna Wing relatou que os indivíduos com autismo apresentam déficits específicos em três áreas: imaginação, socialização e comunicação, o que ficou conhecido como “Tríade de Wing”.

O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença. Os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo.

Incluem:

1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas.

2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.

3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.

4. Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.

O Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses.

As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. Autismo infantil: Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos; b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto-agressividade). A etiologia do autismo ainda não foi definida. Não existe uma etiologia básica fundamental para todos os casos de autismo.

Estudos demonstram, indiscutivelmente, que fatores biológicos estão implicados na etiologia do transtorno autista, embora não tenha sido ainda identificado um marcador biológico específico. Atualmente, sabe-se que o autismo não pode ser causado por fatores emocionais e/ ou psicológicos. Estudos sugerem que não há um dano físico no Sistema Nervoso Central que desempenhe um papel primário na etiologia do autismo. Os fatores genéticos aparecem substancialmente na etiologia do autismo. Diversas linhas de investigação sugerem que determinantes ambientais também desempenham um papel na gênese do autismo. As evidências apontam para a multicausalidade.

Bibliografia:

Biblioteca do ROODA
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo6/necessidades_especiais/palestracleonice.pdf
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=18815110

http://www.autismo.com.br/site.htm Acessado em 01/06/09.


CEDIPODCentro de Documentação e Informação do Portador de Deficiência

http://www.cedipod.org.br/

IBDDInstituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência

http://www.ibdd.org.br/

http://www.autistas.org/index.html

domingo, 24 de maio de 2009

Inclusão...

Assisti o vídeo sugerido pela interdisciplina. Esse vídeo mostra como é possível sim, fazermos a diferença e trabalharmos junto com especialistas, tendo a troca de conhecimento de todos os profissionais. A idéia de trabalhar com a criança em uma sala especializada em um turno e a inserir em sala de aula com crianças de sua idade em outro é muito importante e acredito de crescimento para todos. Pois a criança não tem sede somente de aprender, mas de conviver, de fazer amigos, tanto quanto os ditos normais. Mais do que uma vontade, esta criança tem uma necessidade, pois dessa forma suas habilidades e competências aumentam, sugestivamente e qualifica o seu crescimento. A criança precisa do convívio com outros indivíduos, pois como sabemos, quando nascem, aprendem muito por imitação. Uma criança que apresenta dificuldades em qualquer aspecto, ao observar outras, com certeza aprenderá muito mais.Fico animada em saber que existem possibilidades reais que dão certo. Estas nos fazem repensar a maneira como está sendo trabalhada a inclusão em muitos municípios. Também sei que não é só isso, “a dita vontade política”, mas deve ser a vontade de todos, o comprometimento de todos.
Vejam como é complicado, a própria escola CEBOLINHA, tem a sala de informática em um andar de acesso restrito... Difícil né? Gravataí cresce!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Como podemos observar e avaliar a aprendizagem de um deficiente?

Apesar de não ter ainda trabalhado com aluno com necessidades educativas especiais. Acredito que precisamos trabalhar com este aluno dentro daquilo que ele pode desenvolver. Partido do princípio que não somos tábula rasa, o aluno deficiente poderá adquirir e desenvolver sua aprendizagem interagindo com o meio e sendo estimulado pelos colegas e pela professora. Esta aprendizagem pode ser manifestada cognitivamente através da fala, gestos ou apenas pela manifestação de contentamento ou não deste. A educação infantil contribui muito para o desenvolvimento de uma criança deficiente. Cabe a todos nós garantirmos este direito e o desenvolvimento desta no ambiente escolar. A criança chega na escola e precisa ter um ambiente que favoreça sua permanência e desenvolvimento, pois do contrário somente será mais um aluno socialmente excluído.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Realidade ...

Pensando o que eu encontro em minha realidade escolar, professores que estão desempenhando seu trabalho com alunos de especiais sem nenhum apoio, a não ser das próprias colegas. Chego me sentir agredida, pois a mantenedora não acompanha os casos, mal sabe que estes existem. Ainda hoje, 13 de maio, não temos monitora para uma turma de inclusão de deficiente físico. Não temos LA, nem professor itinerante. O comentário que recebemos de uma das pessoas do Conselho Municipal de Educação é que poderemos optar, por etinerante ou por Laboratorista. Sinceramente eu penso que a educação é levada a sério só do ponto de vista de quem trabalha com os alunos, mas jamais por aqueles que estão em um gabinete com cargos de confiança. Estes últimos fazendo uso do QI (que indica), usufruindo de gratificações dos cofres públicos, nossos recursos sendo disperdiçados, estes parecendo que trabalham.
O professor de sala de aula sabe bem o que precisa, o que muitas vezes ele não sabe é reivindicar seus direitos para obter o mínimo necessário para desenvolver seu trabalho com sucesso, onde o aluno tenha seu direito garantido.
Cada momento de reflexão proporcionado em meus afazeres profissionais, pedagógico na educação, tenho maior clareza de que precisamos nos unir indo contra às políticas demagógicas que muito estão assolando o nosso cotidiano escolar. O professor recebe qual formação? Quais recursos materiais? Qual apoio psicológico para melhor desenvolver suas angústias, se trabalho, sua auto-estima?



[...] é necessário que os
professores conheçam a diversidade e a
complexidade dos diferentes tipos de
deficiência física, para definir estratégias
de ensino que desenvolvam o potencial
do aluno. De acordo com a limitação
física apresentada é necessário utilizar
recursos didáticos e equipamentos
especiais para a sua educação buscando
viabilizar a participação do aluno nas
situações prática vivenciadas no cotidiano
escolar, para que o mesmo, com
autonomia, possa otimizar suas
potencialidades e transformar o ambiente
em busca de uma melhor qualidade de
vida. (BRASIL, 2006, p. 29)