PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS! Este blog se destina ao trabalho desenvolvido na Interdisciplina Seminário Integrador e outras Interdisciplina deste e dos demais semestres.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
william_shakespeare
O poema de WILLIAM SHAKESPEARE
Representa a caminhada de muitas pessoas do PEAD.
VOCÊ APRENDE
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva - se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
http://www.crisboog.com.br/texto_de_william_shakespeare.htm ACESSADO EM 01/01/2011.
Representa a caminhada de muitas pessoas do PEAD.
VOCÊ APRENDE
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva - se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
http://www.crisboog.com.br/texto_de_william_shakespeare.htm ACESSADO EM 01/01/2011.
domingo, 28 de novembro de 2010
A informática...
Também busquei saber saber o que dizia Lévy, autor citado por literaturas indicadas em determinadas interdisciplinas a respeito da informática.
Entendo que a informática é muito mais do que uma revolução nas formas e métodos de geração, armazenamento, processo e transmissão e troca de informações. “Tudo que for capaz de produzir uma diferença em uma rede será considerado como um ator, e todo o ator definirá a si mesmo pela diferença que produz ”(Lévy, 1999, p.136). O autor refere-se aos dispositivos técnicos, como atores na coletividade, bem como sua contribuição para a formação e estrutura das sociedades, pois a história nos mostra que ferramentas funcionam como dispositivos culturais, e isso poderá ocorrer da mesma forma em relação aos computadores na reorientação do sistema educativo. E podemos perceber que está de fato acontecendo, visto que a própria UFRGS está implantando o EAD.
No que se refere à aprendizagem, a técnica oportuniza ao aluno construir significações ampliando seu conhecimento, espandindo seus horizontes frente ao mundo de terrenos distantes. A entrada do computador na escola não é mais uma opção, mas uma realidade que poderá contribuir para formar culturas do conhecimento com coletivos pensantes, incluindo homens, coisas, instituições, sociedade e técnicas de comunicação, reestruturando modos de pensar. Tornando professor e aluno, embora distantes em espaço físico mas próximos pela tecnológica: MSN, email e outros. Dessa maneira, as tecnologias são constitutivas de novos agenciamentos, e a Internet possui usos variados e ilimitados, não apenas como algo material, mas como um conjunto de novas possibilidades, conforme ressalta Lévy:
REFERÊNCIAS:As técnicas não determinam, elas condicionam. Abrem um largo leque de novas possibilidades das quais somente um pequeno número é selecionado ou percebido pelos atores sociais. Se as técnicas não fossem elas mesmas condensações da inteligência coletiva humana, poder-se-ia dizer que a técnica propõe e que os homens dispõem. ( Lévy, 1999, p. 101).
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 1995, e 1999, 3ª ed.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
A construção de Projetos de Aprendizagem...
De acordo com a forma que a escola concebe a aprendizagem e como o professor planeja a rotina escolar, a interação entre os alunos é incentivada ou não. Existem tipos de atividades específicas dos Projetos de Aprendizagem e da simples forma como é organizada a sala de aula que contribuem para que os alunos interajam, deparando-se com situações de cooperação, respeito mútuo e até mesmo situações de conflitos em que precisam se colocar no lugar do outro, como as que foram relatadas nos estudos de caso. Por exemplo, se na sala de aula as cadeiras são sempre dispostas individualmente e os alunos são desenvolvem atividades em que precisam trocar idéias, situações de interação, cooperação e de resolução de conflitos dificilmente acontecerão. Portanto, o desenvolvimento da moral dos alunos a partir da sua reflexão, atuação e da intervenção do professor, como mediador da situação, não serão tão possibilitadas. Para Piaget, (1994, p.301) quando as crianças vivenciam situações de trabalho individual, o egocentrismo espontâneo é reforçado.
Os alunos ao construírem seus PAs em um novo espaço de convivência, o Laboratório de Informática, é de grande valia. Pois foram desafiados a criar e a experimentar novas abordagens estimulando a construção do seu próprio conhecimento. A construção do conhecimento aconteceu quando o aluno na busca novas informações para complementar ou alterar o que já se possuia e, com isso, ele foi criando suas próprias soluções, refletindo e aprendendo sobre como buscar e usar essas novas informações através do uso da tecnologia.
A informática dever ser utilizada como um instrumento para auxiliar a transformação da escola, como um espaço de aprendizagem cooperativa, mesmo diante dos desafios que apresenta. No entanto uma mudança na educação implica em uma alteração de postura, e requer o repensar dos processos educacionais por todos os envolvidos na educação.
REFERÊNCIAS:
PIAGET, J. O juízo moral na criança. 4. ed. São Paulo: Summus, 1994.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Aprendizagem é o caminho...
No livro Da Biologia a Psicologia, Maturana (1998, p. 32) aponta que “aprendizagem é o caminho da mudança estrutural que segue o organismo (incluindo seu sistema nervoso) em congruência com as mudanças estruturais do meio como resultado da recíproca seleção estrutural que se produz entre ele e este, durante a recorrência de suas interações, com conservação de suas respectivas identidades”.
Penso que esta afirmação de Maturana em meus estudos na Interdisciplina SI apontou grande significado aos estudos provenientes dos estudos de caso os quais fiz e apresento em meu TCC. Como falo no caso 1, aluno A, foi o aluno que pelas imposições de ataque aos colegas e as normas impostas pelo próprio sistema que este conseguiu por si mesmo provocar estas mudanças positivas. Houve mudanças estruturais pela própria imposição do meio e do aluno.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Estudo de caso...
No TCC, faço o estudo de dois casos... Aqui apresento o caso1
Caso 1
O aluno A que mais era rejeitado pelos colegas em função de seu comportamento, não dialogava, estava sempre pronto para o embate com a força física estava agora mais calmo, estava disposto trilhar novos caminhos, estava em busca de novas conquistas. Queria fazer as atividades e solicitou à professora que lhe fornecesse as normas para freqüentar o Laboratório de Aprendizagem. A professora perguntou o motivo desta solicitação, visto que estava surpreendida, pois o aluno não queria nem vir para a escola e agora estava solicitando o LA. O menino argumentou dizendo que ele queria aprender a ler no turno da manhã para poder freqüentar a sala de informática com os colegas da turma. A professora argumentou dizendo que ele estava assim mesmo indo ao Laboratório de Informática mesmo sem saber ler. Ele replicou dizendo que não era a mesma coisa, assim ele poderia ficar mais independente dos colegas. A professora diante de tanto interesse e entusiasmo não exitou em fazer o encaminhamento no mesmo instante. Encaminhou o chamamento da mãe e contatou o serviço de Orientação Educacional a fim de um diálogo mais atento para fazer com que o aluno desse sua palavra de honra e comprometimento com os novos desafios assumidos.
Junto das propostas formais com o aluno a professora aplicou uma técnica para reflexão sobre a valorização da cooperação entre os alunos. A técnica reflexiva entre os alunos a qual consiste em os alunos em círculo passarem um novelo de lã o qual vai sendo desenrolado. Ao passar o novelo de lã para o colega o aluno deve apontar característica do colega e dizer o motivo pelo qual está entregando o novelo de lã a este. Após os alunos fazerem o desenrolar do novelo fazendo uma teia, devem então fazer o retorno desta lã ao novelo. Os alunos após esta atividade, que foi feita na rua por motivo de maior espaço físico, os alunos retornaram para a sala de aula para conversarem sobre como conseguiram desfazer a teia. Eles apontaram que a colaboração dos colegas que haviam recebido o novelo foi importante e que somente assim conseguiram retornar a lã ao novelo. Os alunos foram unânimes em dizer que ficavam torcendo para que fosse passado o novelo para si. Fizeram comparações entre o andamento das atividades com a colaboração dos colegas entre si e em especial com a participação efetiva dos alunos que eram pouco participativos, bem como da colaboração dos familiares para o sucesso dos alunos e das aulas. Falaram sobre o efetivo acompanhamento dos familiares, pois eles não são sozinhos na escola. Portanto, nesta atividade relatada, os alunos colocaram-se no lugar do outro, quando agiram colaborativamente para o desenvolvimento da atividade e o sucesso desta. Este comportamento que segundo Piaget (1994 apud REAL, 2007 p.5), é resultado da descentração do pensamento onde o indivíduo age colaborativamente tendo como premissa sua igualdade com o outro e percebe neste uma possibilidade social de troca. Vale dizer aqui que isto só acontece quando o indivíduo é capaz de fazer a diferenciação do outro e através da descentração do pensamento, no qual vê não somente a si e passa a ver o outro e colocar-se no lugar do outro. Isto só acontece com a construção do pensamento, visto que não é desde o início que o indivíduo tem esta concepção.
A escola disponibilizava quatro horas semanais distribuídos em dois dias para cada turma da escola no Laboratório de Informática. Quando a professora fez o comentário de qual era o horário disponível, o aluno A não se conteve em dizer que era muito pouco para o que ele queria fazer no computador.
“_A diretora pensa que em dois dias podemos fazer alguma coisa! _Quero falar com ela agora mesmo!”
A professora questionando os demais do grupo perguntando o que achavam quanto a sugestão do colega em aumentar o tempo de atividades no Laboratório de Informática. Outros alunos manifestaram-se:
“_ Profª., Todos vão receber a mesma quantia de horas, se a diretora der um horário maior para nós alguma turma vai ficar sem nenhum horário. Então tem que ficar assim”.
Outro aluno argumenta: “_Todas as turmas da escola têm o mesmo direito, se fosse a nossa turma ficar sem ninguém ia gostar”.
O aluno A pensa e diz: “_ Eu agora entendi, acho que deve ser assim mesmo, todos nós vamos trabalhar no Laboratório de Informática o mesmo tempo”.
Entende-se que neste momento os alunos ao colocarem-se no lugar do outro, estão possibilitando uma situação de cooperação, isto é estão - operando com -, assim apresentando autonomia. E portanto através da cooperação construindo limites, a partir do diálogo na relação social que propiciou o Laboratório de Informática. Conforme Piaget (1973b.p.35): “Cada relação social, constitui, por conseguinte, uma totalidade mesma, produtora de características novas e transformando o individual em sua estrutura mental”.
Real (1998, p.30), também afirma: “A potencialidade produtiva das relações sociais tem sua máxima expressão nas relações de cooperação, ou seja, na capacidade adquirida pelas ações terem se tornado reversíveis, nas quais o sujeito tem a possibilidade de agir cooperativamente [...]”. Sendo assim o indivíduo está vendo o colega como um tão igual a si, vendo a possibilidade de troca, tendo um posicionamento de empatia com o outro.
Sendo que já percorrera duas semanas do estágio curricular, os alunos estavam indo para o Laboratório de Informática pela segunda vez. O aluno A disse sentou-se rapidamente à frente de um monitor e já foi dizendo que aquele era o dele.
“_ Quero trabalhar neste aqui. É nele que vou pesquisar sobre os animais, não quero ninguém comigo.”
A estagiária esclareceu que por nós sermos muitos teríamos que dividimos os monitores entre três ou quatro alunos, cada um tendo a vez de usar o teclado, enquanto os demais deveriam auxiliar.
O aluno A argumenta indignado, não aceitando a sua realidade de não saber ler ““.
“_Quando eu souber escrever sozinho não vou precisar de ninguém do meu lado, ainda mais estes aí que parece que sabem só um pouquinho mais que eu”.
O aluno nesta mesma semana deu início ao trabalho no Laboratório de Aprendizagem, onde funciona o projeto GEMPA para correção de fluxo e lá viu que também tem um computador. Logo indagou a professora se ele iria usar o computador para aprender a ler, pois ele pediu para a professora dele que queria freqüentar o Laboratório de Informática para aprender a ler, pois queria aprender a ler para poder Freqüentar Laboratório e Fazer o Projeto de Aprendizagem sobre os animais com os colegas que já sabem ler.
“_ Tem gente que lá na minha turma que escreve o que quer pesquisar na Internet e aparece tudo sobre aquilo”.
A laboratorista esclareceu que teria alguns momentos que ele poderia usar o computador para escrever e que também poderia usar o computador para aprender a ler.
Trabalhando na quarta semana de estágio os alunos precisavam decidir sobre quais animais domésticos o grupo iria escolher para fazer o seu Projeto de Aprendizagem, qual nome dariam ao PA. Então foi que o grupo do aluno A sentaram-se a frente do monitor e este disse que ele é que iria escolher o nome do PA para estudarem e os colegas em coro gritaram:
“_Não é só um que escolhe o nome do PA, é o grupo que escolhe, nós vamos votar, a profª. disse que o mais votado é que ganha e que é aquele que vais ser estudado.”
Os colegas ao manifestarem-se com a proposta de votação, contrários ao aluno A, que queria somente ele escolher o nome do PA, o aluno A ficou quieto por um instante e disse:
“_Mas eu também vou votar pra escolher o nome projeto, sei que vai ganhar o que tiver mais votos.”
Estava acontecendo aí o que Maturana (1998b, p.23) afirma: “O amor é a emoção que constitui o domínio de condutas em que se dá a operacionalidade da aceitação do outro como legítimo outro na convivência”, assim os alunos estavam em grupo e com seu posicionamento social em cooperação colocando-se no lugar do outro com o argumento de que tem que ser acatado o que é de consenso da maioria, pois do contrário não podemos trabalhar em grupo.
A utilização da informática favoreceu as relações interpessoais, a cooperação e a construção dos limites. Favoreceu as aprendizagens mediante a construção dos PAs. Pois, tiveram troca de informações, ideias sugestões, e fez com que os alunos diante da diversidade de pensamento tomassem posicionamento respeitoso diante do colega. A informática no plano social e fora da sla de aula tradicional, favoreceu a cooperação e a construção de valores, visto que nessa troca de saberes e planos intelectuais cada indivíduo fez sua construção se ajustando nas interações.
Caso 1
O aluno A que mais era rejeitado pelos colegas em função de seu comportamento, não dialogava, estava sempre pronto para o embate com a força física estava agora mais calmo, estava disposto trilhar novos caminhos, estava em busca de novas conquistas. Queria fazer as atividades e solicitou à professora que lhe fornecesse as normas para freqüentar o Laboratório de Aprendizagem. A professora perguntou o motivo desta solicitação, visto que estava surpreendida, pois o aluno não queria nem vir para a escola e agora estava solicitando o LA. O menino argumentou dizendo que ele queria aprender a ler no turno da manhã para poder freqüentar a sala de informática com os colegas da turma. A professora argumentou dizendo que ele estava assim mesmo indo ao Laboratório de Informática mesmo sem saber ler. Ele replicou dizendo que não era a mesma coisa, assim ele poderia ficar mais independente dos colegas. A professora diante de tanto interesse e entusiasmo não exitou em fazer o encaminhamento no mesmo instante. Encaminhou o chamamento da mãe e contatou o serviço de Orientação Educacional a fim de um diálogo mais atento para fazer com que o aluno desse sua palavra de honra e comprometimento com os novos desafios assumidos.
Junto das propostas formais com o aluno a professora aplicou uma técnica para reflexão sobre a valorização da cooperação entre os alunos. A técnica reflexiva entre os alunos a qual consiste em os alunos em círculo passarem um novelo de lã o qual vai sendo desenrolado. Ao passar o novelo de lã para o colega o aluno deve apontar característica do colega e dizer o motivo pelo qual está entregando o novelo de lã a este. Após os alunos fazerem o desenrolar do novelo fazendo uma teia, devem então fazer o retorno desta lã ao novelo. Os alunos após esta atividade, que foi feita na rua por motivo de maior espaço físico, os alunos retornaram para a sala de aula para conversarem sobre como conseguiram desfazer a teia. Eles apontaram que a colaboração dos colegas que haviam recebido o novelo foi importante e que somente assim conseguiram retornar a lã ao novelo. Os alunos foram unânimes em dizer que ficavam torcendo para que fosse passado o novelo para si. Fizeram comparações entre o andamento das atividades com a colaboração dos colegas entre si e em especial com a participação efetiva dos alunos que eram pouco participativos, bem como da colaboração dos familiares para o sucesso dos alunos e das aulas. Falaram sobre o efetivo acompanhamento dos familiares, pois eles não são sozinhos na escola. Portanto, nesta atividade relatada, os alunos colocaram-se no lugar do outro, quando agiram colaborativamente para o desenvolvimento da atividade e o sucesso desta. Este comportamento que segundo Piaget (1994 apud REAL, 2007 p.5), é resultado da descentração do pensamento onde o indivíduo age colaborativamente tendo como premissa sua igualdade com o outro e percebe neste uma possibilidade social de troca. Vale dizer aqui que isto só acontece quando o indivíduo é capaz de fazer a diferenciação do outro e através da descentração do pensamento, no qual vê não somente a si e passa a ver o outro e colocar-se no lugar do outro. Isto só acontece com a construção do pensamento, visto que não é desde o início que o indivíduo tem esta concepção.
A escola disponibilizava quatro horas semanais distribuídos em dois dias para cada turma da escola no Laboratório de Informática. Quando a professora fez o comentário de qual era o horário disponível, o aluno A não se conteve em dizer que era muito pouco para o que ele queria fazer no computador.
“_A diretora pensa que em dois dias podemos fazer alguma coisa! _Quero falar com ela agora mesmo!”
A professora questionando os demais do grupo perguntando o que achavam quanto a sugestão do colega em aumentar o tempo de atividades no Laboratório de Informática. Outros alunos manifestaram-se:
“_ Profª., Todos vão receber a mesma quantia de horas, se a diretora der um horário maior para nós alguma turma vai ficar sem nenhum horário. Então tem que ficar assim”.
Outro aluno argumenta: “_Todas as turmas da escola têm o mesmo direito, se fosse a nossa turma ficar sem ninguém ia gostar”.
O aluno A pensa e diz: “_ Eu agora entendi, acho que deve ser assim mesmo, todos nós vamos trabalhar no Laboratório de Informática o mesmo tempo”.
Entende-se que neste momento os alunos ao colocarem-se no lugar do outro, estão possibilitando uma situação de cooperação, isto é estão - operando com -, assim apresentando autonomia. E portanto através da cooperação construindo limites, a partir do diálogo na relação social que propiciou o Laboratório de Informática. Conforme Piaget (1973b.p.35): “Cada relação social, constitui, por conseguinte, uma totalidade mesma, produtora de características novas e transformando o individual em sua estrutura mental”.
Real (1998, p.30), também afirma: “A potencialidade produtiva das relações sociais tem sua máxima expressão nas relações de cooperação, ou seja, na capacidade adquirida pelas ações terem se tornado reversíveis, nas quais o sujeito tem a possibilidade de agir cooperativamente [...]”. Sendo assim o indivíduo está vendo o colega como um tão igual a si, vendo a possibilidade de troca, tendo um posicionamento de empatia com o outro.
Sendo que já percorrera duas semanas do estágio curricular, os alunos estavam indo para o Laboratório de Informática pela segunda vez. O aluno A disse sentou-se rapidamente à frente de um monitor e já foi dizendo que aquele era o dele.
“_ Quero trabalhar neste aqui. É nele que vou pesquisar sobre os animais, não quero ninguém comigo.”
A estagiária esclareceu que por nós sermos muitos teríamos que dividimos os monitores entre três ou quatro alunos, cada um tendo a vez de usar o teclado, enquanto os demais deveriam auxiliar.
O aluno A argumenta indignado, não aceitando a sua realidade de não saber ler ““.
“_Quando eu souber escrever sozinho não vou precisar de ninguém do meu lado, ainda mais estes aí que parece que sabem só um pouquinho mais que eu”.
O aluno nesta mesma semana deu início ao trabalho no Laboratório de Aprendizagem, onde funciona o projeto GEMPA para correção de fluxo e lá viu que também tem um computador. Logo indagou a professora se ele iria usar o computador para aprender a ler, pois ele pediu para a professora dele que queria freqüentar o Laboratório de Informática para aprender a ler, pois queria aprender a ler para poder Freqüentar Laboratório e Fazer o Projeto de Aprendizagem sobre os animais com os colegas que já sabem ler.
“_ Tem gente que lá na minha turma que escreve o que quer pesquisar na Internet e aparece tudo sobre aquilo”.
A laboratorista esclareceu que teria alguns momentos que ele poderia usar o computador para escrever e que também poderia usar o computador para aprender a ler.
Trabalhando na quarta semana de estágio os alunos precisavam decidir sobre quais animais domésticos o grupo iria escolher para fazer o seu Projeto de Aprendizagem, qual nome dariam ao PA. Então foi que o grupo do aluno A sentaram-se a frente do monitor e este disse que ele é que iria escolher o nome do PA para estudarem e os colegas em coro gritaram:
“_Não é só um que escolhe o nome do PA, é o grupo que escolhe, nós vamos votar, a profª. disse que o mais votado é que ganha e que é aquele que vais ser estudado.”
Os colegas ao manifestarem-se com a proposta de votação, contrários ao aluno A, que queria somente ele escolher o nome do PA, o aluno A ficou quieto por um instante e disse:
“_Mas eu também vou votar pra escolher o nome projeto, sei que vai ganhar o que tiver mais votos.”
Estava acontecendo aí o que Maturana (1998b, p.23) afirma: “O amor é a emoção que constitui o domínio de condutas em que se dá a operacionalidade da aceitação do outro como legítimo outro na convivência”, assim os alunos estavam em grupo e com seu posicionamento social em cooperação colocando-se no lugar do outro com o argumento de que tem que ser acatado o que é de consenso da maioria, pois do contrário não podemos trabalhar em grupo.
A utilização da informática favoreceu as relações interpessoais, a cooperação e a construção dos limites. Favoreceu as aprendizagens mediante a construção dos PAs. Pois, tiveram troca de informações, ideias sugestões, e fez com que os alunos diante da diversidade de pensamento tomassem posicionamento respeitoso diante do colega. A informática no plano social e fora da sla de aula tradicional, favoreceu a cooperação e a construção de valores, visto que nessa troca de saberes e planos intelectuais cada indivíduo fez sua construção se ajustando nas interações.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O desenvolvimento cognitivo das operações concretas e os respectivos comportamentos
O desenvolvimento cognitivo das operações concretas e os respectivos comportamentos
Neste período, e conforme Piaget (1976), a criança reorganiza seu pensamento e deixa de confundir o real com a fantasia. Tem inspiração na realidade concreta e nela vê os exemplos que compõe o seu aprendizado. Apresenta raciocínio predominantemente descritivo e intuitivo, partindo do geral para o específico, e interioriza algumas regras sociais e morais que vão conduzindo seu modo de vida.
Ainda segundo Piaget (1976), neste estágio as crianças desenvolvem um sistema organizado de pensamento, o qual se baseia em símbolos. Buscam descrever o ambiente, ao invés de explicá-lo, e tornam-se menos egocêntricas. Tem sua intuição reduzida em função das coisas concretas, e o desenvolvimento crescente de sua inteligência. Começam a se tornar mais responsáveis, inclusive no convívio social, além de cada vez mais analíticas. Os porquês começam a ser uma constante, e a emancipação dos adultos torna-se visível.
Com relação ao comportamento, em casa as crianças buscam no pai a figura do ídolo e querem cada vez mais independência. Na escola tem espírito competitivo, assim como busca a reconstrução de um mundo próprio. A organização mental fica cada vez mais integrada, e a flexibilidade de pensamento permite diversas aprendizagens. As análises lógicas tornam-se constantes, e o sentido de construção passa a ser o ideal de vida. As birras e a imposição de vontades próprias começam a aparecer, assim como situações de conflito entre professor e
aluno.
Penso que a criança que teve uma vivência com experimentoos saudáveis com os familiares têm facilidade em mudar as etapas de sua evolução com tranquilidade e sem sofrimento. Na escola os alunos conseguem manter uma relação de empatia e de cooperação quando em seu lar foi propiciado tais experiências. Acredito que o lar é o palco onde é alicerçado nossa contrução de de moralidade, a escola contribui, ajuda faz muitas vezes até milagre, no entanto é no seio da família que ela faz determinadas construções que determinarão este algo mais em seu desenvolvimento.
REFERÊNCIAS:
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Seminário Integrador IX
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A vida como processo de conhecimento...
Humberto Maturana (1992), em sua teoria da Biologia do Conhecer, nos mostra que é preciso entender a vida como um processo de conhecimento e que o viver e o conhecer são inseparáveis. Não se trata, portanto, de adquirir conhecimento, já que este, como fenômeno biológico, ocorre no ser vivo o tempo todo, e sim, de um processo contínuo de transformação estrutural de um organismo com outro. Em outras palavras, "o conhecimento acontecerá, num domínio de interações de qualquer sistema dinâmico enquanto opera num acoplamento estrutural com suas circunstâncias".(Mpodozis e Matuana,1992).Penso que os seres humanos estão em constante evolução e que é deste ponto de vista que Maturana parte, visto que ele sendo Biólogo apresenta esta afirmativa a partir da evolução dos seres. Também no que tange ao conhecimento em ser adquirido ou desenvolvido é a mesma coisa, visto que não podemos separar um do outro. Entendo que é tudo muito entrelaçado. Quando vamos desenvolver qualquer trabalho com os nossos alunos, precisamos partir sempre do ponto de vista deles, do conhecimento que eles têm, isto que dizer que o aluno não é uma tábula rasa, tem vivência e conhecimento que podem ser bastante diferentes dos do professor. Sendo assim acredito que ninguém perde o encanto... E viva os PAs.
Que trama que eu fiz agora... Consegui me fazer entender?
BIBLIOGRAFIA:
MPODOZIS, H, MATURANA, Humberto. El origem de las espécies por midio de la deriva natural o la diversificación de los linajes e través de la conseervacion y el cambio de los fenotiposo ntogénicos. Museo Nacional de História Natural do Chile, Publicación Ocasional – Chile, Editora 1992.
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domingo, 10 de outubro de 2010
A internet...
A Internet propicia um ambiente autônomo, pois serve de modelo à criação de grupos de discussão, nos quais comunidades virtuais exploram as riquezas existentes na população, trocando questionamentos, criando uma memória coletiva, oriunda da interação das pessoas. A organização dos sistemas vivos é circular, auto-referencial e sua organização é uma organização fechada e, portanto autônoma. No ser vivo, há um processo de autoconstrução e autonomia, que, a partir de um sistema complexo, se articula com a rede, e, portanto, com a Internet. Como não há reprodução de uma realidade externa – não há representação – o meio externo só age como elemento perturbador que desencadeia mudanças. Por isso que dizemos que o modelo da vida é o modelo da rede, pois tudo acontece na interação, e o modelo rede está em todas as dimensões do humano, no sistema imunológico, nervoso, social, nos remetendo conceito de autopoise, cunhado por Maturana e Varela “os seres vivos se caracterizam pelo fato de, literalmente, se produzirem continuamente a si mesmos, e assim, chamamos a organização que os define, de organização autopoiética”. (Maturana e Varela, 1990, p. 25).
Referências:
MATURANA, Humberto e VARELA, Francisco. A árvore do conhecimento. As bases biológicas do entendimento humano. Campinas: Editora Psy II, 1995 e editorial Universitária,1990.
Referências:
MATURANA, Humberto e VARELA, Francisco. A árvore do conhecimento. As bases biológicas do entendimento humano. Campinas: Editora Psy II, 1995 e editorial Universitária,1990.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O que é aprendizagem?
No livro Da Biologia a Psicologia, Maturana (1998, p. 32) aponta que “aprendizagem é o caminho da mudança estrutural que segue o organismo (incluindo seu sistema nervoso) em congruência com as mudanças estruturais do meio como resultado da recíproca seleção estrutural que se produz entre ele e este, durante a recorrência de suas interações, com conservação de suas respectivas identidades”.
Concluímos que aprendizagem é a mudança estrutural do indivíduo no meio e com o meio, bem como do meio. Compreendem-se as trocas interpessoais, o próprio meio físico ambiental e a formação biológica de cada indivíduo. O indivíduo em suas relações interpessoais desenvolve um intercâmbio através da linguagem e emoções que podem facilitar ou dificultar as formas de relações hierárquicas. Fato que conduz as relações entre professores e alunos ao sucesso ou ao fracasso. Isto é considerando como é a aprendizagem sendo conduzida por uma relação de afetividade e autonomia de todos os envolvidos, a relação de coação vai dificultar a cooperação dos indivíduos com a finalidade de chegarem as propostas e desenvolvimento de aprendizagens autônomas.
Concluímos que aprendizagem é a mudança estrutural do indivíduo no meio e com o meio, bem como do meio. Compreendem-se as trocas interpessoais, o próprio meio físico ambiental e a formação biológica de cada indivíduo. O indivíduo em suas relações interpessoais desenvolve um intercâmbio através da linguagem e emoções que podem facilitar ou dificultar as formas de relações hierárquicas. Fato que conduz as relações entre professores e alunos ao sucesso ou ao fracasso. Isto é considerando como é a aprendizagem sendo conduzida por uma relação de afetividade e autonomia de todos os envolvidos, a relação de coação vai dificultar a cooperação dos indivíduos com a finalidade de chegarem as propostas e desenvolvimento de aprendizagens autônomas.
Conforme Real (1997, p. 38) “[...] Aprendizagem não é definida a partir da representação de algo, mas como acoplamento a uma nova circunstância, por isso se dá na estrutura do conviver”.
Aprender com os outros na escola é poder participar de atividades envolventes que tornam as emoções e os desejos dos envolvidos na aprendizagem fonte insaciável de saberes. Aponto a aprendizagem com os outros como todas as formas de aprendizagem que envolvem as relações interpessoais, atividade esta que requer favorecimento de autonomia, onde cada indivíduo faz suas próprias escolhas. Autonomia que pressupõe cooperação de todos, trocas de saberes, mudança de paradigmas, certezas provisórias e dúvidas temporárias na busca do crescimento individual e coletivo.
REFERÊCIAS:
MATURANA, Humberto. Da biologia a psicologia. 3.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
REAL, Luciane M. Corte. Aprendizagem Amorosa na Interface Escola – Projeto de Aprendizagem – Tecnologias Digitais. Porto Alegre: UFRGS, 2007. 134 f. Tese (Doutorado em Informática na Educação) - Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.
REFERÊCIAS:
MATURANA, Humberto. Da biologia a psicologia. 3.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
REAL, Luciane M. Corte. Aprendizagem Amorosa na Interface Escola – Projeto de Aprendizagem – Tecnologias Digitais. Porto Alegre: UFRGS, 2007. 134 f. Tese (Doutorado em Informática na Educação) - Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.
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sábado, 25 de setembro de 2010
A Cooperação e o Desenvolvimento da Noção de Justiça.
A cooperação e o desenvolvimento da noção de justiça
Penso que estas afirmações de Piaget estão de acordo com o que os alunos apresentam no cotidiano de sala de aula. Apresento no TCC a informática sendo mediadora destas construções dos alunos. Muitos dos alunos que não apresentavam interesse algum nos trabalhos em sala de aula, não estavam alfabetizados e a partir de um certo momento passaram a ter significativo interesse e també passaram a desenvolver o trabalho proposto pela professora. Acredito que podemos pensar por este viés Piagetiano, pois nossa inteligência é sujetiva e portanto os nossos alunos constituem ao seu tempo a cooperação, sendo esta a autonomia da consciência. A moral ela é social porque só podemos apresentar sua existência dentro de um contexto da sociedade, onde os sujeitos podem relacionar-se livremente e então manifestam o respeito, o discernimento por si mesmo e então agem de forma autônoma.
"A moral da coação é a moral do dever puro e da heteronomia: a criança aceita do adulto um certo número de ordens às quais deve submeter-se quaisquer que sejam as circunstâncias. O bem é o que está de acordo, o mal é o que não está de acordo com estas ordens: a intenção só desempenha pequeno papel nesta concepção, e a responsabilidade é objetiva. Mas, à margem desta moral, depois em oposição a ela, desenvolve-se, pouco a pouco, uma moral da cooperação, que tem por princípio a solidariedade, que acentua a autonomia da consciência, a intencionalidade e, por conseqüência, a responsabilidade subjetiva."(Piaget, 1977:288).
"A formação da lógica na criança, primeiramente, evidencia dois fatos essenciais: que as operações lógicas procedem da ação e que a passagem da ação irreversível às operações reversíveis se acompanha necessariamente de uma socialização das ações, procedendo ela mesma do egocentrismo à cooperação." (Piaget, 1973: 96).
"Em suma, de qualquer maneira que virmos a questão, as funções individuais e as funções coletivas se referem umas às outras na explicação das condições necessárias ao equilíbrio lógico. Quanto a lógica mesma, ela ultrapassa as duas, pois depende do equilíbrio necessariamente ideal ao qual tendem uma e outra. Isto não quer dizer que existe a lógica em si, que comandaria simultaneamente as ações individuais e sociais, pois a lógica só é a forma de equilíbrio imanente ao processo de desenvolvimento destas ações mesmas. Mas as ações, tornando-se compostas entre si e reversíveis, adquirem, elevando-se à fileira de operações, o poder de se substituir umas às outras. o 'agrupamento' não é assim senão um sistema de substituições possíveis, seja no centro de um pensamento individual ( operações da inteligência), seja de um indivíduo a outro (cooperação). Estas duas espécies de substituições constituem então uma lógica geral, ao mesmo tempo coletiva e individual, que caracteriza a forma de equilíbrio comum tanto às ações cooperativas quanto individualizadas." (Piaget, 1973:196)
"O elemento quase material de medo que intervém no respeito unilateral, desaparece então progressivamente em favor do medo totalmente moral de decair aos olhos do indivíduo respeitado: a necessidade de ser respeitado equilibra, por conseguinte a de respeitar, e a reciprocidade que resulta desta nova relação basta para aniquilar qualquer elemento de coação. A ordem desaparece para tornar-se acordo mútuo, e as regras livremente consentidas perdem o seu caráter de obrigação externa. Bem mais, sendo as regras submetidas às leis da reciprocidade, são estas mesmas leis racionais em sua essência, que constituirão as verdadeiras normas morais. A razão torna-se, desde então, livre para construir seu plano de ação, na medida em que permanece racional, isto é, na medida em que sua coerência interna e externa está salvaguardada, na proporção em que o indivíduo consegue situar-se numa perspectiva tal que as outras perspectivas concordem com ela. Assim está conquistada a autonomia, além da anomia e da heteronomia." (Piaget, 1977:334).
"À passividade da livre troca, a cooperação opõe assim a dupla atividade de uma descentração, em relação ao egocentrismo intelectual e moral e de uma liberação em relação às coações sociais que este egocentrismo provoca ou mantém. Como a relatividade no plano teórico, a cooperação no plano das trocas concretas supõe, pois, uma conquista contínua sobre os fatores de automatização e de desequilíbrio. Quem diz autonomia, em oposição à anomia e à heteronomia, diz, com efeito, atividade disciplinada ou auto-disciplina, a igual distância da inércia ou da atividade forçada. É onde a cooperação implica um sistema de normas, diferindo da suposta livre troca cuja liberdade se torna ilusória pela ausência de tais normas. E é porque a verdadeira cooperação é tão frágil e tão rara no estado social dividido entre os interesses e as submissões, assim como a razão permanece tão frágil e tão rara em relação às ilusões subjetivas e ao peso das tradições." (Piaget, 1973:111).
"É neste sentido que a razão sob seu duplo aspecto social e moral, é um produto coletivo... Isto significa que a vida social é necessária para permitir ao indivíduo tomar consciência do espírito e para transformar, assim, em normas propriamente ditas, os simples equilíbrios funcionais imanentes a toda atividade mental ou mesmo vital." (Piaget, 1977:346).
BIBLIOGRAFIA:
PIAGET, Jean. Estudos Sociológicos. Ed. Forense. Rio de Janeiro, 1973.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Planejar é...
Planejar é de fundamental importância, pois sem planejamento adequado não há como avançar, é preciso saber o que se quer com o planejamento, quais as finalidades das atividades, que metas e objetivos educacionais o professor pretende atingir na educação. Portanto sem planejamento adequado não há como avaliar para replanejar o que não foi atingido pelos alunos, ou melhor o que não foi atingido pelo professor.
“ Planejar é um instrumento direcional de todo o processo educacional, pois estabelece e determina as grandes urgências, indica as prioridades básicas, ordena e determina todos os recursos e meios necessários para a consecução de grandes finalidades, metas e objetivos da educação.” (MENEGOLLA &SANT’ANNA, 2001, p.40)
O planejamento está sendo citado aqui, pois no TCC estou colocando a fundamentação teórica que justifica determinada ação do professor frente às necessidades da turma do estágio.
REFERÊNCIAL:
MENEGOLLA, Maximiliano. SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que planejar? Como planejar? 10ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
“ Planejar é um instrumento direcional de todo o processo educacional, pois estabelece e determina as grandes urgências, indica as prioridades básicas, ordena e determina todos os recursos e meios necessários para a consecução de grandes finalidades, metas e objetivos da educação.” (MENEGOLLA &SANT’ANNA, 2001, p.40)
O planejamento está sendo citado aqui, pois no TCC estou colocando a fundamentação teórica que justifica determinada ação do professor frente às necessidades da turma do estágio.
REFERÊNCIAL:
MENEGOLLA, Maximiliano. SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que planejar? Como planejar? 10ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
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Estudar Seriamente...é...
Pensando na escrita do TCC me reporto a Paulo freire que diz que a nossa escrita é ato de sujeitos e não de objetos, portanto penso que ao darmos início ao mesmo é que nos damos conta do quanto isto é verdadeiro. Nas leituras e releituras das teorias precisamos não nos alienamos, mas fazermos críticas conforme as formações históricas de nosso conhecimento. Precisamos comparar aquilo que queremos pesquisar com as teorias já existentes, somente conseguimos isto quando conhecemos as condições histórico-sociológico do contexto no qual o autor em questão estava incerido.
“Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu. É perceber o condicionamento histórico-sociológico do conhecimento. É buscar as relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do conhecimento. Estudar é uma forma de reinventar, de recriar, de reescrever – tarefa de sujeito e não de objeto. Desta maneira, não é possível a quem estuda, numa tal perspectiva, alienar-se ao texto, renunciando assim à sua atitude crítica em face dele.” (FREIRE, 1981, p.9).
BIBLIOGRAFIA:
FREIRE, Paulo. Ação e Cultural Para a Liberdade. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
“Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu. É perceber o condicionamento histórico-sociológico do conhecimento. É buscar as relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do conhecimento. Estudar é uma forma de reinventar, de recriar, de reescrever – tarefa de sujeito e não de objeto. Desta maneira, não é possível a quem estuda, numa tal perspectiva, alienar-se ao texto, renunciando assim à sua atitude crítica em face dele.” (FREIRE, 1981, p.9).
BIBLIOGRAFIA:
FREIRE, Paulo. Ação e Cultural Para a Liberdade. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Desenvolvimento Moral da Criança
Para Jean Piaget, os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais se dá durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais. Assim sendo, podemos concluir que esse processo requer tempo.
Para que estas interações aconteçam, há a ocorrência de processos de organização interna e adaptação e essa ocorre na interação de processos denominados assimilação e acomodação.
Os esquemas de assimilação se modificam de acordo com os estágios de desenvolvimento do indivíduo e consistem na tentativa destes em solucionar situações a partir de suas estruturas cognitivas e conhecimentos anteriores. Ao entrar em contato com a novidade, retiram dele informações consideradas relevantes e, a partir daí, há uma modificação na estrutura mental antiga para dominar o novo objeto de conhecimento, gerando o que Piaget denomina acomodação.
"Piaget, ainda, argumenta que o desenvolvimento da moral abrange três fases, denominadas:
- anomia (crianças até 5 anos): geralmente a moral não se coloca, com as normas de conduta sendo determinadas pelas necessidades básicas. Porém, quando as regras são obedecidas, são seguidas pelo hábito e não por uma consciência do que se é certo ou errado. Um bebê que chora até que seja alimentado é um exemplo dessa fase.
- heteronomia (crianças até 9, 10 anos de idade): O certo é o cumprimento da regra e qualquer interpretação diferente desta não corresponde a uma atitude correta. Um homem pobre que roubou um remédio da farmácia para salvar a vida de sua esposa está tão errado quanto um outro que assassinou a esposa, seguindo o raciocínio heteronômico.
- autonomia: legitimação das regras. O respeito a regras é gerado por meio de acordos mútuos. É a última fase do desenvolvimento da moral."
Tendo conhecimento que as crianças e adolescentes seguem fases mais ou menos parecidas quanto ao desenvolvimento moral, cabe ao educador compreender que há determinadas formas de lidar com diferentes situações e diferentes faixas etárias. Cabe a ele, ainda, conduzir a criança na transição anomia - heteronomia, encaminhando-se naturalmente para a sua própria autonomia moral e intelectual.
De acordo com esta teoria Piagetiana podemos pensar que os alunos que não estavam no início do ano alfabetizados, fora pouco estimulados pelos adultos, seus mestres. Portanto não tiveram estes a preocupação da reciprocidade onde todos devem cumprir seus papéis para que a acomodação aconteça. Os alunos não foram conduzidos pelos seus professores a saírem de seus estados de anoía para o estado de autonomia a ponto de ficarem em suas salas de aula para construírem seus processos de alfabetização.
Bibliografia:
PIAGET, Jean.
Site consultado 10/08/2010.O Juízo Moral na Criança. São Paulo: Summus, 1994.
Para que estas interações aconteçam, há a ocorrência de processos de organização interna e adaptação e essa ocorre na interação de processos denominados assimilação e acomodação.
Os esquemas de assimilação se modificam de acordo com os estágios de desenvolvimento do indivíduo e consistem na tentativa destes em solucionar situações a partir de suas estruturas cognitivas e conhecimentos anteriores. Ao entrar em contato com a novidade, retiram dele informações consideradas relevantes e, a partir daí, há uma modificação na estrutura mental antiga para dominar o novo objeto de conhecimento, gerando o que Piaget denomina acomodação.
"Piaget, ainda, argumenta que o desenvolvimento da moral abrange três fases, denominadas:
- anomia (crianças até 5 anos): geralmente a moral não se coloca, com as normas de conduta sendo determinadas pelas necessidades básicas. Porém, quando as regras são obedecidas, são seguidas pelo hábito e não por uma consciência do que se é certo ou errado. Um bebê que chora até que seja alimentado é um exemplo dessa fase.
- heteronomia (crianças até 9, 10 anos de idade): O certo é o cumprimento da regra e qualquer interpretação diferente desta não corresponde a uma atitude correta. Um homem pobre que roubou um remédio da farmácia para salvar a vida de sua esposa está tão errado quanto um outro que assassinou a esposa, seguindo o raciocínio heteronômico.
- autonomia: legitimação das regras. O respeito a regras é gerado por meio de acordos mútuos. É a última fase do desenvolvimento da moral."
Tendo conhecimento que as crianças e adolescentes seguem fases mais ou menos parecidas quanto ao desenvolvimento moral, cabe ao educador compreender que há determinadas formas de lidar com diferentes situações e diferentes faixas etárias. Cabe a ele, ainda, conduzir a criança na transição anomia - heteronomia, encaminhando-se naturalmente para a sua própria autonomia moral e intelectual.
De acordo com esta teoria Piagetiana podemos pensar que os alunos que não estavam no início do ano alfabetizados, fora pouco estimulados pelos adultos, seus mestres. Portanto não tiveram estes a preocupação da reciprocidade onde todos devem cumprir seus papéis para que a acomodação aconteça. Os alunos não foram conduzidos pelos seus professores a saírem de seus estados de anoía para o estado de autonomia a ponto de ficarem em suas salas de aula para construírem seus processos de alfabetização.
Bibliografia:
PIAGET, Jean.
Site consultado 10/08/2010.O Juízo Moral na Criança. São Paulo: Summus, 1994.
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Estudando o tema a ser investigado no TCC.
Pretendo estudar o tema "LIMITE" para fazer novas descobertas, novas contatações e acredito chegar a novas conclusões ou até mesmo tecer novas certezas provisórias a respeito do tema.
Preciso delimitar o problema ou a pergunta que não se cansa de gritar:
"Como o limite interferiou na aprendizagem de alguns alunos que chegaram a o início do terceiro ano da séries iniciais pré-silábicos?"
A tuma 32 da Escola Municipal de Gravataí na qual eu fiz o estágio curricular supervisionado havia 34 alunos, 8 dos quais, 6 meninas e 2 meninos não estavam alfabetizados estavam apenas pré-silábicos. Os demais alunos estavam alfabéticos. Já estavam lendo palavras simples, pequenos textos e histórias infantis.
Fiz uma reuníão com as mães individualmente na 4ª semana de aula para uma entrevista sobre aqueles alunos especificamente e fazer algumas indagações a fim de dar alguns encaminhamentos e saber se as mães tinham conhecimento da condição de seus filhos, já que elas até então não haviam se manifestado quanto aquela situação.
Eu percebia em especial que aqueles alunos pré-silábicos queriam estar sempre na rua, pediam para beber água a todo momento, não traziam a garrafa d'água solicitada, queriam ficar no recreio além do tempo determinado, quando o período da recreação não era o último período eles queriam ficar mais tempo, saam da sala sem pedir licença. Eles tinham um comportamento e atitudes de pessoas que não estavam acostumados a imposição de limite nenhum. Foi necessário buscar informações sobre estes alunos com os quais eu estava trabalhando, oito dos quais advindo de turmas de nossa escola mesmo e 2 de uma escola Estadual do município de Gravataí.
Os respostas das mães aos serem entrevistadas durante o trabalho inicial do terceiro ano e no estágio curricular foram unânimes em dizer que seu filho(a) não aprendeu a ler por não parar em sala de aula. As questionei individualmente sobre o que significa não parar em sala de aula. Obtive várias respostas:
Preciso delimitar o problema ou a pergunta que não se cansa de gritar:
"Como o limite interferiou na aprendizagem de alguns alunos que chegaram a o início do terceiro ano da séries iniciais pré-silábicos?"
A tuma 32 da Escola Municipal de Gravataí na qual eu fiz o estágio curricular supervisionado havia 34 alunos, 8 dos quais, 6 meninas e 2 meninos não estavam alfabetizados estavam apenas pré-silábicos. Os demais alunos estavam alfabéticos. Já estavam lendo palavras simples, pequenos textos e histórias infantis.
Fiz uma reuníão com as mães individualmente na 4ª semana de aula para uma entrevista sobre aqueles alunos especificamente e fazer algumas indagações a fim de dar alguns encaminhamentos e saber se as mães tinham conhecimento da condição de seus filhos, já que elas até então não haviam se manifestado quanto aquela situação.
Eu percebia em especial que aqueles alunos pré-silábicos queriam estar sempre na rua, pediam para beber água a todo momento, não traziam a garrafa d'água solicitada, queriam ficar no recreio além do tempo determinado, quando o período da recreação não era o último período eles queriam ficar mais tempo, saam da sala sem pedir licença. Eles tinham um comportamento e atitudes de pessoas que não estavam acostumados a imposição de limite nenhum. Foi necessário buscar informações sobre estes alunos com os quais eu estava trabalhando, oito dos quais advindo de turmas de nossa escola mesmo e 2 de uma escola Estadual do município de Gravataí.
Os respostas das mães aos serem entrevistadas durante o trabalho inicial do terceiro ano e no estágio curricular foram unânimes em dizer que seu filho(a) não aprendeu a ler por não parar em sala de aula. As questionei individualmente sobre o que significa não parar em sala de aula. Obtive várias respostas:
- Ela não obedecia a professora, a professora não se impunha com ela... Ela não parava na sala de aula, preferia ficar no pátio brincando e correndo. (tuma A)
- Ela ficava emburrada com as negações da professora, batia boca com ela e não fazia a tarefa, só queria correr na escola... (turma A)
- Não fazia as atividades propostas, ficava brincando com as bonecas diponíveis em sala de aula. (turma B)
- A professora disse que ela não queria nada com nada, também a professora tinha muitos alunos e dois eram especiais... (turma B)
- Eu não entendo como uma criança tão pequena pode chegar na escola e se governar...também com aquela turma de inclusão eu tinha até pena da professora...Minha filha não conseguia se concentrar na aula por isso não aprendeu a ler. (turma B)
- A minha filha não obedece nem a mim, só ao pai, na escola eu acho que foi assim também, por isto eu acho que não ficava na sala de aula. Também a professora tinha muitos alunos especiais. Acho que foi assim mesmo, ela não ficou alfabetizada por a turma ser de inclusão. (turma C)
- O meu filho não está lendo porque ele não aceitava ficar na aula, fazer as atividades e a professora dizia que achava que ele era hiperativo. (outra escola)
- O meu filho foi encaminhado para o serviço médico especializado, a professora disse que le era hiperativo, por isto não conseguia ficar na sala. (outra escola)
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TCC
Proposta de investigação para TCC/semestre-IX .
No estágio curricular o comportamento de alguns alunos chamou-me muita atenção, apesar de estarem no 3º ano das séries iniciais, estava pré-silábicos. O relato que foi dado é que eles não ficavam em sala de aula, passavam
o tempo da aula passeando no pátio da escola. Quando exigidas suas presença em aula discutiam, desacatavam a professora e não entravam. Tive outros tantos relatos bem parecidos. Este quadro, segundo as mães, se repetiu-se nos dois anos passados. Tive relatos de encaminhamentos por hiperatividade.
Quero fazer um estudo de caso e investigar o que podemos encontrar teoricamente que justifique o que aconteceu com a aluna. Hoje ela está alfabética. Escreve palavras simples, lê histórias e pequenos textos. Faz interpretação de histórias e é muito afetiva comigo e com os colegas. Seus familiares dizem que eu fiz um milagre com o comportamento e aprendizagens da menina.
Quero saber, investigar, estudar como a disciplina e a afetividade podem influenciar no comportamento e na aprendizagem de alguém?
No estágio curricular o comportamento de alguns alunos chamou-me muita atenção, apesar de estarem no 3º ano das séries iniciais, estava pré-silábicos. O relato que foi dado é que eles não ficavam em sala de aula, passavam
o tempo da aula passeando no pátio da escola. Quando exigidas suas presença em aula discutiam, desacatavam a professora e não entravam. Tive outros tantos relatos bem parecidos. Este quadro, segundo as mães, se repetiu-se nos dois anos passados. Tive relatos de encaminhamentos por hiperatividade.
Quero fazer um estudo de caso e investigar o que podemos encontrar teoricamente que justifique o que aconteceu com a aluna. Hoje ela está alfabética. Escreve palavras simples, lê histórias e pequenos textos. Faz interpretação de histórias e é muito afetiva comigo e com os colegas. Seus familiares dizem que eu fiz um milagre com o comportamento e aprendizagens da menina.
Quero saber, investigar, estudar como a disciplina e a afetividade podem influenciar no comportamento e na aprendizagem de alguém?
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Reflexões (9ª semana de estágio)
Reflexão da 9ª semana (07/06/10 a 11/06/10)
O trabalho desenvolvido nesta semana foi muito gratificante, os alunos estavam bastante motivados e desenvolveram o trabalho com interesse e dedicação. Os alunos foram bastante participativos, suas famílias também colaboraram para o bom andamento das atividades, participaram mandando os recursos e seus filhos desenvolverem as atividades.
Os alunos acessaram os sites referentes a Copa do Mundo na África do Sul. Gostaram muito da socialização com as outras turmas, vibravam com as apresentações dos demais colegas. Os responsáveis pelos alunos que não estavam trabalhando vieram assistir a abertura da Copa do Mundo em nossa escola.
Após estas apresentações a minha turma foi para a sala de aula e conversamos sobre o espetáculo e a forma como todos nós respeitamos o nosso rival. Falamos das torcidas “organizadas” que são verdadeiras tropas de guerra, onde acontece todo tipo de violência. Os alunos comentaram do quão mal pode ficar uma família tem um de seus membros agredidos em uma partida de futebol. Foram unânimes em falar que seus familiares ainda não os levam em uma partida de futebol por terem medo da violência. O Diego disse que seus pais não deixaram a irmã de 16 anos ir a um show da Ivete Sangalo por medo da violência.
Penso que é pertinente o medo das famílias e nosso dever enquanto educadores é também estabelecermos um paralelo com nossos alunos entre o que podemos evitar nas competições de grande porte para não corrermos o risco de sermos vítimas destes indivíduos. Aponto sobre este comportamento violento que algumas pessoas apresentam é advinda da falta de amor. Em muitas ocasiões, como a de grande concentração de pessoas em estádios de futebol, facilitam a manifestação destes seres que foram constituídos em ações diferentes do compartilhamento e da aceitação mútua. São pessoas que foram constituídas emocionalmente por ações diferentes do amor, da solidariedade, da troca e da aceitação do outro.
“Na vida humana, a maior parte do sofrimento vem da negação do amor: os seres humanos somos filhos do amor. Na verdade, eu diria que 99% das enfermidades humanas têm a ver com a negação do amor” (...) Relações humanas que não estão fundadas no amor – eu digo – não são relações sociais. Portanto, nem todas as relações humanas são sociais, tampouco o são todas as comunidades humanas, porque nem todas se fundam na operacionalidade da aceitação mútua. Diferentes emoções especificam diferentes domínios de ações. Portanto, as comunidades humanas, fundadas em outras emoções diferentes do amor, estarão constituídas em outros domínios de ações que não são o da colaboração e do compartilhamento, em coordenações de ações que não implicam a aceitação do outro como um legítimo outro na convivência e não serão comunidades sociais.” (Maturana , 2001, p. 25)
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MATURANA, Humberto. Emoções e linguagem na educação e na política. 2 ed.Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001.
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terça-feira, 8 de junho de 2010
Reflexão da 8ª semana de estágio...
Reflexão da 8ª semana (30/05/10 a 04/06/10)
O trabalho desenvolvido nesta semana foi muito gratificante, os alunos estavam bastante motivados e desenvolveram o trabalho com interesse e dedicação. Estes foram bastante participativos e
fizeram os comentário sobre as atividades desenvolvidas no projeto referente “Eu cidadão pratico minha ação.” Foram bastante críticos em relação ao trabalho desenvolvido por eles durante o projeto. Apontaram o que mais gostaram, o que não gostaram de fazer e o que eles pensam que poderiam melhoral. Este último foi o de falar com os pais de modo mais convincente para eles deixarem estes sair do espaço escolar só com os colegas da turma e com as professoras da escola Osório. Os alunos fizeram a auto avaliação do seus trabalhos durante o trimestre, pois este está em fase final e vamos fazer na próxima semana o conselho de classe de nossa turma. Escreveram um acróstico coletivo elaborado com as letras iniciais da expressão "EU CIDADÃO".
Foi aplicada uma técnica reflexiva entre os alunos a qual consiste em os alunos em círculo passarem um novelo de lã o qual vai sendo desenrolado. Ao passar o novelo de lã para o colega o aluno deve apontar característica do colega e dizer o motivo pelo qual está entregando o novelo de lã a este. Após os alunos fazerem o desenrolar do novelo fazendo uma teia, devem então fazer o retorno desta lã ao novelo.
Os após esta atividade, que foi feita na rua por motivo de maior espaço físico, os alunos retornaram para a sala de aula para conversarmos sobre como conseguiram desfazer a teia. Eles apontaram que a colaboração dos colegas que haviam recebido o novelo foi importante e que somente assim conseguiram retornar a lã ao novelo. Os alunos foram unânimes em dizer que ficavam torcendo para que fosse passado o novelo para si. Fizeram comparações entre o andamento das atividades com a colaboração dos colegas entre si, bem como da colaboração dos familiares para o sucesso dos alunos e das aulas. Mencionaram a participação efetiva das famílias com fornecimento de recursos materiais para o efetivo trabalho dos alunos. Falaram sobre o efetivo acompanhamento dos familiares, pois eles não são sozinhos na escola.
Portanto, nesta atividade relatada, os alunos colocaram-se no lugar do outro, quando agiram colaborativamente para o desenvolvimento da atividade e o sucesso desta. Este comportamento que segundo Piaget (1994 apud REAL, 2007 p.5), é resultado da descentração do pensamento onde o indivíduo age colaborativamente tendo como premissa sua igualdade com o outro e percebe neste uma possibilidade social de troca. Vale dizer aqui que isto só acontece quando o indivíduo é capaz de fazer a diferenciação do outro e através da descentração do pensamento, no qual vê não somente a si e passa a ver o outro e colocar-se no lugar do outro. Isto só acontece com a construção do pensamento, visto que não é desde o início que o indivíduo tem esta concepção.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Refazendo a postagem...7ª semana
Penso que quando investimos em sair do espaço escolar com o grande grupo estamos favorecendo novas aprendizagens, tanto na área cognitiva quanto no crescimento emocional e social de cada indivíduo. Como nos diz Maturana a convivência com o outro faz com que o indivíduo se transforme espontaneamente.
“O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência (Maturana, 1998b, p. 29).”
“O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência (Maturana, 1998b, p. 29).”
Pensando sobre as aprendizagens que decorreram da convivência com os outros posso citar a troca da Professora Luciane comigo durante sua visita à sala de aula. Em determinado momento onde eu muito preocupada com a conversa dos alunos durante a apresentação do site amigos do mar, pensei que alguns alunos não estavam dando ateção ao apresentado. Na verdade não era o que estava acontecendo, visto que após a observação da professora Luciane esta me apresentou a folha de suas anotações e estava lá a fala justamente destes alunos: "... e aí eu peguei ela, soltei, fiquei com medo... não, não peguei de novo, tava com medo..." Este era o relato do grupo de alunos que falavam da captura de uma tartaruga em um lago próximo de nossa escola.
Também aponto como aprendizagem quando os alunos que já haviam visitado o SESI em outra oportunidade relatavam aos pioneiros o que este espaço de lazer reservava para eles. A troca entre as personagens da peça teatral: "Máquina do Tempo" sobre o aquecimento global, em que os alunos respondiam ao serem entrevistados sobre o comportamento deles ao escovarem os dentes com a torneira fechada, tomar banho usando o tempo necessário para ficar higienizado. Sem falar da aprendizagem subjetiva dos alunos com a música da peça, da identificação dos alunos com o comportamento dos membros da família que a peça apresentava e da reflexão dos alunos sobre o novo comportamento.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Reflexão Do Estágio ( 7ª semana )
O trabalho desenvolvido nesta semana foi muito gratificante, os alunos estavam bastante motivados e desenvolveram o trabalho com interesse e dedicação. Os alunos foram bastante participativos e suas famílias colaboraram com a as autorizações para irmos até o SESI assistirmos uma peça teatral “Máquina do Tempo”, apresentada no dia 27/05/10. A peça nos apresenta as possibilidades do que ocorrerá com o aquecimento global, a peça é feita em uma linguagem lúdica, onde os alunos interagem com os atores tornando a peça ainda mais prazerosa. Também no SESI tivemos a oportunidade de brincarmos em vários brinquedos: cama elástica, piscina de bolinhas, escorregador, brinquedos feitos com balões e outros.
A Professora Luciane Corte Real foi presença marcante para os alunos no dia 25/05/10. Os alunos acessaram os sites previstos: amigos do mar. Neste dia consegui fazer uma WIK com os alunos, mas não tivemos mais oportunidade de trabalharmos com ela. Não tivemos mais acesso a Internet, por falta de disponibilidade do noot book, pois estava sendo usado por outros professores, na sala da supervisão o computador foi usado pelo serviço administrativo. Pretendo dar continuidade nas próximas semanas.
Apesar das dificuldades com as tecnologias, eu consegui trabalhar sobre o tema referente ao meio ambiente e os alunos trabalharam com satisfação, embora a previsão fosse a de escrevermos mais em nossa WIK. Mesmo assim vou fazer de tudo nas próximas semanas para oportunizar atividades na WIK.
Penso que quando investimos em sair do espaço escolar com o grande grupo estamos favorecendo novas aprendizagens, tanto na área cognitiva quanto no crescimento emocional e social de cada indivíduo. Como nos diz Maturana a convivência com o outro faz com que o indivíduo se transforme espontaneamente.
“O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência (Maturana, 1998b, p. 29).”
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