quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mapa Conceitual


Componentes do Grupo: Ana Beatriz, Beatriz Lopes, Celma Andara, Eliete e cristina de Siqueira da Silva.




segunda-feira, 1 de junho de 2009

Autismo

O termo autismo vem do grego “autós” que significa “de si mesmo”. Em 1906, Plouller introduziu o termo autista na literatura psiquiátrica. Mas foi Bleuler, em 1911, o primeiro a difundir o termo autismo para referir-se ao quadro de esquizofrenia, que consiste na limitação das relações humanas e com o mundo externo. Em 1943, o psiquiatra americano Leo Kanner, que trabalhava em Baltimore, nos Estados Unidos, descreveu um grupo de onze casos clínicos de crianças em sua publicação intitulada “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” (Autistic Disturbances of Affective Contact). As crianças investigadas por Kanner apresentavam inabilidade para se relacionarem com outras pessoas e situações desde o início da vida (extremo isolamento), falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice. Segundo Kanner, o autismo era causado por pais altamente intelectualizados, pessoas emocionalmente frias e com pouco interesse nas relações humanas da criança. Em 1944, o pediatra austríaco Hans Asperger, em Viena, descreveu crianças que tinham dificuldades de integrar-se socialmente em grupos, denominando esta condição de “Psicopatia Autística” para transmitir a natureza estável do transtorno. Estas crianças exibiam um prejuízo social marcado, assemelhavam-se com as descritas por Kanner, porém tinham linguagem bem preservada e pareciam mais inteligentes. Entretanto, Asperger acreditava que elas eram diferentes das crianças com autismo na medida em que não eram tão perturbadas, demonstravam capacidades especiais, desenvolviam fala altamente gramatical em uma idade precoce, não apresentavam sintomas antes do terceiro ano de vida e tinham um bom prognóstico. A publicação de Kanner ficou conhecida, enquanto que o artigo de Asperger, escrito em alemão, só foi transcrito para o inglês por Lorna Wing, em 1981. O transtorno de Asperger se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de que não se acompanha de retardo ou deficiência de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo. A diferença fundamental entre um indivíduo com autismo de alto funcionamento e um indivíduo com transtorno de Asperger é que o com autismo possui QI executivo maior que o verbal e atraso na aquisição da linguagem. Na prática clínica, a distinção fará pouca diferença, porque o tratamento é basicamente o mesmo. É relevante salientar que algumas das especulações da publicação original de Kanner, como a frieza afetiva dos familiares (particularmente a da mãe), de a inteligência das crianças ser normal e de não haver presença de co-morbidade, com o tempo, mostraram-se incorretas. Com a evolução das pesquisas científicas, concluiu-se que o autismo não é um distúrbio do contato afetivo, mas sim um distúrbio do desenvolvimento. Em 1976, Lorna Wing relatou que os indivíduos com autismo apresentam déficits específicos em três áreas: imaginação, socialização e comunicação, o que ficou conhecido como “Tríade de Wing”.

O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença. Os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo.

Incluem:

1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas.

2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.

3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.

4. Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.

O Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses.

As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. Autismo infantil: Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos; b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto-agressividade). A etiologia do autismo ainda não foi definida. Não existe uma etiologia básica fundamental para todos os casos de autismo.

Estudos demonstram, indiscutivelmente, que fatores biológicos estão implicados na etiologia do transtorno autista, embora não tenha sido ainda identificado um marcador biológico específico. Atualmente, sabe-se que o autismo não pode ser causado por fatores emocionais e/ ou psicológicos. Estudos sugerem que não há um dano físico no Sistema Nervoso Central que desempenhe um papel primário na etiologia do autismo. Os fatores genéticos aparecem substancialmente na etiologia do autismo. Diversas linhas de investigação sugerem que determinantes ambientais também desempenham um papel na gênese do autismo. As evidências apontam para a multicausalidade.

Bibliografia:

Biblioteca do ROODA
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo6/necessidades_especiais/palestracleonice.pdf
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=18815110

http://www.autismo.com.br/site.htm Acessado em 01/06/09.


CEDIPODCentro de Documentação e Informação do Portador de Deficiência

http://www.cedipod.org.br/

IBDDInstituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência

http://www.ibdd.org.br/

http://www.autistas.org/index.html

domingo, 24 de maio de 2009

Inclusão...

Assisti o vídeo sugerido pela interdisciplina. Esse vídeo mostra como é possível sim, fazermos a diferença e trabalharmos junto com especialistas, tendo a troca de conhecimento de todos os profissionais. A idéia de trabalhar com a criança em uma sala especializada em um turno e a inserir em sala de aula com crianças de sua idade em outro é muito importante e acredito de crescimento para todos. Pois a criança não tem sede somente de aprender, mas de conviver, de fazer amigos, tanto quanto os ditos normais. Mais do que uma vontade, esta criança tem uma necessidade, pois dessa forma suas habilidades e competências aumentam, sugestivamente e qualifica o seu crescimento. A criança precisa do convívio com outros indivíduos, pois como sabemos, quando nascem, aprendem muito por imitação. Uma criança que apresenta dificuldades em qualquer aspecto, ao observar outras, com certeza aprenderá muito mais.Fico animada em saber que existem possibilidades reais que dão certo. Estas nos fazem repensar a maneira como está sendo trabalhada a inclusão em muitos municípios. Também sei que não é só isso, “a dita vontade política”, mas deve ser a vontade de todos, o comprometimento de todos.
Vejam como é complicado, a própria escola CEBOLINHA, tem a sala de informática em um andar de acesso restrito... Difícil né? Gravataí cresce!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Como podemos observar e avaliar a aprendizagem de um deficiente?

Apesar de não ter ainda trabalhado com aluno com necessidades educativas especiais. Acredito que precisamos trabalhar com este aluno dentro daquilo que ele pode desenvolver. Partido do princípio que não somos tábula rasa, o aluno deficiente poderá adquirir e desenvolver sua aprendizagem interagindo com o meio e sendo estimulado pelos colegas e pela professora. Esta aprendizagem pode ser manifestada cognitivamente através da fala, gestos ou apenas pela manifestação de contentamento ou não deste. A educação infantil contribui muito para o desenvolvimento de uma criança deficiente. Cabe a todos nós garantirmos este direito e o desenvolvimento desta no ambiente escolar. A criança chega na escola e precisa ter um ambiente que favoreça sua permanência e desenvolvimento, pois do contrário somente será mais um aluno socialmente excluído.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Realidade ...

Pensando o que eu encontro em minha realidade escolar, professores que estão desempenhando seu trabalho com alunos de especiais sem nenhum apoio, a não ser das próprias colegas. Chego me sentir agredida, pois a mantenedora não acompanha os casos, mal sabe que estes existem. Ainda hoje, 13 de maio, não temos monitora para uma turma de inclusão de deficiente físico. Não temos LA, nem professor itinerante. O comentário que recebemos de uma das pessoas do Conselho Municipal de Educação é que poderemos optar, por etinerante ou por Laboratorista. Sinceramente eu penso que a educação é levada a sério só do ponto de vista de quem trabalha com os alunos, mas jamais por aqueles que estão em um gabinete com cargos de confiança. Estes últimos fazendo uso do QI (que indica), usufruindo de gratificações dos cofres públicos, nossos recursos sendo disperdiçados, estes parecendo que trabalham.
O professor de sala de aula sabe bem o que precisa, o que muitas vezes ele não sabe é reivindicar seus direitos para obter o mínimo necessário para desenvolver seu trabalho com sucesso, onde o aluno tenha seu direito garantido.
Cada momento de reflexão proporcionado em meus afazeres profissionais, pedagógico na educação, tenho maior clareza de que precisamos nos unir indo contra às políticas demagógicas que muito estão assolando o nosso cotidiano escolar. O professor recebe qual formação? Quais recursos materiais? Qual apoio psicológico para melhor desenvolver suas angústias, se trabalho, sua auto-estima?



[...] é necessário que os
professores conheçam a diversidade e a
complexidade dos diferentes tipos de
deficiência física, para definir estratégias
de ensino que desenvolvam o potencial
do aluno. De acordo com a limitação
física apresentada é necessário utilizar
recursos didáticos e equipamentos
especiais para a sua educação buscando
viabilizar a participação do aluno nas
situações prática vivenciadas no cotidiano
escolar, para que o mesmo, com
autonomia, possa otimizar suas
potencialidades e transformar o ambiente
em busca de uma melhor qualidade de
vida. (BRASIL, 2006, p. 29)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Conhecendo o Aluno com Deficiência Física

Sendo professora desde 1988, ainda não trabalhei com neenhum aluno com deficiência física. Embora acompanhe a luta de colegas em minha escola para vencerem as dificuldades no trabalho com o deficiente físico, eu vejo que a maior barreira ainda é o preconceito. Os alunos com deficiência física, na grande maioria e que são bem assistidos pelos seus mestres, como no caso de um aluno que está em minha escola desde a 1ª série e hoje está na 5ª série, estes evoluem e torna-se pessoas mais alegres. Este aluno ao qual me refiro é bem participativo e nas atividades de recreação desenvolvidas pela Professora de Educação Física ele sempre tem seu espaço garantido. Isto justifica que as limitações que ele traz consigo não impedem que ele participe de outra forma que não a convencional.
A inclusão da criança deficiente desde a educação infantil poderá oportunizar que esta aprenda a construir seu conhecimento de forma sistematizada e na companhia de outras criança. O ambiente escolar deve promover os desfios para a aprendizagem. Para que isto aconteça é necessário que tudo seja planejado para o desempenho das atividades escolares, os recursos materiais e humanos precisam ser disponibilizados. É necessário políticas públicas que favoreçam não somente a chegada do deficiente na escola, mas a permanência deste para seu crescimento e crescimento dos demais.
AEE - Deficiência Física

Dimensões da Expressão Afro-Cultural

Trabalhando com os meus alunos de 3º ano, o plano de ação sobre as etnias estou conseguindo perceber as dimensões afro-cultural. No entanto está iniciando o aparecimento daquilo que podemos chamar de marcas que alguns trazem na alma. Uma mãe me colocou: "Como podemos ter tanto valor se até a nossa religião não podemos comentar, sob pena de sermos ridicularizados frente aos outros? Tem gente que pensa que matamos criancinha... Que saímos matando galinha em prejuíso dos outros..."
Então aí temos a conclusão de que apesar de toda uma luta por igualdade e reconhecimento, onde todos têm direito de expressar a sua fé, temos o preconceito implícito. A mídia por força da lei apresenta a igualdade, no entanto apenas é bem sucedido aqueles que por um meio ou por outro conseguiram vencer a barreira da auto-estima, da valorização pessoal. O professor em sala de aula está diretamente envolvido com a estima destes alunos. Sabemos quanto o sucesso de alguém depende da valorização pessoal e da auto-estima. Muitas vezes a criança só se sente bem com alguém que considera igual a ela.
Cabe a nós professores não fecharmos os olhos para o preconceito, pois estaremos reforçando e tornando estes indivíduos mais uma vez excluídos. Apesar de não ser responsabilidade somente dos professores, é importante que assuntos como este sejam tratados pelos educadores e pelas turmas. Assim como deve feito chamamentos para que toda a comunidade escolar seja imbuída no processo de valorização do se humano pelo ser humano.
Sei que não é muito fácil, pois precisamos ter clareza do que é muito abrangente como os ítens apontados pela Ms. Marilene Leal Paré no texto Dimenssões da Expresões Afro-Cultural, mas temos que abrir espaço nas escolas para um planejamento que possa contemplar as diversidades culturais, étnicas de todos.


" ESPIRITUALIDADE – que mostra um conhecimento de uma força de vida
não-material a qual permeia todas as atividades humanas.

2. HARMONIA – ser fundamentalmente ligado aos eventos da natureza e
aos elementos do universo.

3. MOVIMENTO – característica dada numa trama de movimentos, dança,
percussão e ritmo observados na batida musical.

4. ENTUSIASMO – receptividade especial a níveis relativamente altos de
estímulos.

5. AFETO – importância da informação afetiva e da expressão emocional
ligadas à co-importância dos sentimentos e pensamentos.

6. INDIVIDUALISMO EXPRESSIVO – brilho singular da expressão pessoal, do
estilo da sinceridade da auto-expressão.

7. COLETIVISMO (TRABALHO COOPERATIVO) – comprometimento com a
interdependência fundamental das pessoas, com os vínculos sociais e
com os relacionamentos.

8. ORALIDADE – a importância dos modelos oral / aural da comunicação
para transmitir um significado verdadeiro e cultivar a ação da fala.

9. PERSPECTIVA DO TEMPO SOCIAL – demonstra um comprometimento do
tempo como uma construção social tal que há a orientação de um
evento em torno do tempo."
Bibliografia:
Auto-Imagem e Auto-Estima da Criança Negra: um Olhar sobre o seu Desempenho Escolar