PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS! Este blog se destina ao trabalho desenvolvido na Interdisciplina Seminário Integrador e outras Interdisciplina deste e dos demais semestres.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Importância do PA nas Séries Iniciais e na Educação Infantil.
Penso que devemos planejar com flexibilidade e também é muito importante que tenhamos conciência e profundo conhecimento do público com o qual estamos trabalhando. Visto que os alunos da educação infantil precisam ser mais envolvidos com atividades lúdicas e que os alunos das séries iniciais podem trabalhar com mais conceitualização. Os alunos das séries iniciais podem trabalhar com mais autonomia ao passo que os alunos da educação infantil precisam trabalhar com atividades mais dirigidas pelo(a) professor(a).
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
EJA - Pensando nas Possibilidades/Aprendizagens Significativas
É necessário apontar que diante dessas diversidades tenhamos uma EJA que venha contemplar não somente o conteúdo perdido, as necessidades educacionais dos alunos, mas principalmente que venha contemplar as expectativas dos alunos, seus desejos. Através de projetos pedagógicos que venham contemplar os saberes dos alunos, visto que como sabemos são muitos e significativamente diversificados. Sendo assim o professor deve prever uma certa “fórmula mágica”, trabalho de resgate da auto estima para que seja possível acontecer as mudanças necessárias através do aperfeiçoamento, visto que estamos diante de indivíduos em busca saberes escolares. É preciso que o professor se dê conta que com toda esta diversidade os alunos trazem consigo uma linguagem própria de seu meio, uso de gírias, uso de expressões que denotam códigos da marginalidade e que podem ser colocados como uma afronta ao professor. O professor é seu oposto, este detém a linha da cultura do meio que é aceito socialmente e que deve estar apto para fazer destes o seu maior desafio. Do contrário teremos então mais uma vez a condenação destes alunos que desmotivados evadem e então estarão fadados ao infortúnio do fracasso escolar.
Para Marta Kohl, “todo o conhecimento é igualmente valioso”, portanto fica evidente a importância que tem para o aluno da EJA ser recebido em um ambiente acolhedor em que se sinta igual com suas diferenças. Local este em que possa se posicionar fazendo colocações e apontando saídas para diferentes situações, onde este se sinta parte da sociedade letrada, parte da escola e de seus mestres. Pois, nada mais desafiante que após um dia de trabalho cansativo sem motivação para estudar entrar em uma sala de aula e encontrar um ambiente prazeroso. Ambiente em que as atividades pedagógicas sejam instigantes, tenham valor, signifiquem para o educando aprendizagem.
Acredito que a Educação de Jovens e Adultos seja talvez o nosso maior desafio como professores, porém acredito que é possível contribuir para que a história de jovens e adultos seja uma trajetória de sucesso em que as pessoas possam criar e recriar suas histórias. É possível que cada aluno de EJA seja capaz de individualmente e coletivamente construir aprendizagem.
REFERÊNCIAS:
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Set./Out./Nove./Dez. 1999, n.12,p. 59- 73.s significativas.
domingo, 4 de outubro de 2009
EJA, ainda falta muito...mas já estamos fazendo...
O que mais impressiona é de fato a falta de qualidade que tem o serviço de educação para a EJA, o que torna mais excludente ainda aquelas pessoas que resolvem retomar os estudos, que pensam em melhorar de vida através da educação, muitas estão em busca da realização de um sonho. Não há uma política pública para tornar estes indivíduos verdadeiramente incluídos, cidadãos que vivem sem dignidade, sem um mínimo de condições. São indivíduos que após uma árdua jornada de trabalho vão à sala de aula e que muitas vezes precisam voltar para casa por falta de professores.
Em épocas eleitorais é prática de interesseiros políticos que pretendem sua perpetuação no poder, patrocinar excursões para cidades como Porto Alegre para que os alunos assistam peças de teatro e outros espetáculos. Sabemos que muitos até se iludem com estas ofertas, mas nós que trabalhamos há bastante tempo e que já temos uma certa vivência em políticas públicas sabemos que em qualquer início de projeto com objetivo de manter alguém no poder ou de tirar a oportunidade de alguém de partido contrário eleger-se surgem apoios financeiros inesperados e abundantes. Após as eleições tudo fica como antes. Neste início de ano faltou merenda nas escolas do Município de Gravataí pois a gestão anterior não havia pago os fornecedores.
Os alunos da EJA que freqüentam a escola na qual eu trabalho, muitos vivem nas área de invasão, onde não há saneamento básico, o meio de transporte é precário e praticamente tudo ali falta. Penso que os que ainda estão estudando é mesmo graças a busca de realização de sonhos e o brilhante trabalho dos meus colegas, pois eu não trabalho na EJA.
Estou lendo o texto de HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992. Penso que ele nos faz refletir e ver o quanto ainda somos escravos onde temos uma economia globalizada e que aquele que tem muito cada dia fica mais rico e aquele que não tem nada fica cada vez mais pobre, pobre não, míserável.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Seminário Integrador - Projeto de Aprendizagem
É imprescindível enfrentar o desafio da inclusão escolar e de colocar em prática os meios pelos quais ela verdadeiramente se concretize, se torne real. Portanto, é necessário promover uma reforma estrutural e organizacional de nossas escolas, não para que todos os alunos especiais freqüentem a escola comum, mas para que os alunos em reais condições de freqüentarem esta escola sejam devidamente atendidos por professores qualificados mediante recursos que tornem a inclusão uma forma de desenvolvimento de todas as potencialidades que um aluno com determinada deficiência possua. A escola deve ser capaz de oferecer condições de aprender, na convivência com as diferenças, desenvolvendo assim um cidadão pleno.
A inclusão deve ser mais um processo como outro qualquer em que um ser humano possa se desenvolver em plenitude de sua especificidade. A inclusão representa, de fato, uma mudança de conceitos e de valores culturais para as escolas e para a sociedade em geral. Os pais e toda a comunidade escolar podem promover um diálogo com as redes de ensino, com os órgãos competentes exigindo políticas públicas para atender as necessidades escolares fazendo com que a lei seja cumprida em sua totalidade.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Letramento Social X Letramento Escolar
O professor está sendo assolado e desafiado pela tecnologia intensamente. Os meios de informação e comunicação estão ao alcanse de todos. Podemos dizer que os maiores desfios estão nestas áreas. Portanto para que o trabalho dos alunos e professores sejam de sucesso é preciso constante estudo e atualização dos professores, estes devem ser provocadores do conhecimento. Temos uma tarefa importantíssima que é a de estar em busca constante de soluções no meio, com o meio e para o meio que trabalhamos, que é a comunidade escolar como um todo.
*** Será que me fiz entender?***
Letramento Social X Letramento Escolar
A escola sendo a mais importante agência de letramento nem sempre cumpre seu papel. Podemos justificar isto através do fracasso escolar, pois a escola está trabalhando o letramento escolar sem dar nenhuma importância ao letramento social, os educandos vão perdendo o estímulo e suas aprendizagens se tornam insignificantes causando o total desinteresse pelos estudos e conseqüentemente trazendo a evasão escolar.
O letramento social implica no desenvolvimento de um trabalho voltado para os saberes dos educandos, sua cultura, seus interesses e suas vontades. O letramento social evidencia sucesso por ser trabalhado sob a ótica da credibilidade, isto é, o tema trabalhado no letramento social não pode ferir nem desmentir aquilo que socialmente o aluno tem como verdade. O aluno terá como conseqüência de seus estudos a aprendizagem, a derrubada de seus paradigmas, porém por um caminho que não vá ferir aquilo que foi e está constituído como verdade por sua classe social.
Os estudos apontam que o letramento social é mais eficaz. Quando observamos o sucesso que têm aqueles que se alfabetizaram na comunidade religiosa, na família, em de seu contexto social, pois a aprendizagem aí se dá com o princípio da autonomia. O aluno tem como problematização o seu cotidiano o que implica na troca de saberes coletivos, em suas semelhanças e não em suas diferenças (Kleiman, 2006).
Acredito que o modelo ideológico de letramento social aponta ser o predominante em um futuro bem próximo visto as exigências de uma maior escolarização pelo próprio mercado de trabalho, ficando as instituições escolares encarregadas de se modificarem vislumbrando o sucesso de seu corpo discente e docente. Os educadores precisam ver os educandos como representantes de um grupo social que têm cultura própria e que, por conseguinte terão sucesso com aquilo que já têm em suas raízes de formação étnica, religiosa, histórica, cultural, fruto de uma construção contextualizada com o meio em que estão inseridas.
Referências Bibliográficas:
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/linguagem/texto_2_Modulo_2.doc
Acesso em 16 de setembro de 2009.
CLEIMAN, A.B. Modelos de Letramento e as Práticas de Alfabetização na Escola, 2006.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Aprendendo com a EJA

A EJA, de acordo com a Lei 9.394/96, vislumbra a presença de jovens e adultos nas escolas, sendo esta uma alternativa para atender as necessidades daqueles que por um motivo ou outro não frequêntou a escola em outra etapa da vida. A lei também prevê que a EJA tenha um “modelo pedagógico” próprio a fim de suprir as necessidades destes jovens e adultos que estão trabalhando ou querendo ascender profissionalmente. Para tanto a EJA deve dar conta dos trabalhadores e de outros indivíduos dos diversos segmentos sociais.
A EJA deve possibilitar aos jovens e adultos retomar seu potencial, desenvolver suas habilidades, confirmar competências adquiridas na educação extra-escolar e na própria vida, possibilitar um nível técnico e profissional mais qualificado.
"A Constituição Federal do Brasil incorporou como princípio que toda e qualquer
Educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho. (CF, art. 205). Retomado pelo art. 2º da LDB, este princípio abriga o conjunto das pessoas e dos educandos como um universo de referências em limitações. Assim, a Educação de Jovens e Adultos, modalidade estratégica do esforço da Nação em prol de uma igualdade de acesso à educação como bem social, participa deste princípio e sob esta luz deve ser considerada."
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/eja/Parecer%20CEB%2011.2000_Diretrizes%20Curriculares%20da%20Educacao%20de%20Jovens%20e%20Adultos.pdf
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Comênio,"Pai" da Didática/Reflexões

Lendo sobre o "pai" da Didática, Comênio aprendi que a aprendizagem para ele se dava a partir dos sentidos e das experiências. Através do livro Orbis Pictus, de forma ilustrada, apresenta em sala de aula elementos do conhecimento dos alunos. Os alunos conheciam os sons e as ações emitidos por determinados animais nos diversos estágios de seu desenvolvimento. Então o livro didático servia para sistematizar o conhecimento. Podemos perceber com a ilustração que a letra inicial era usada como elemento que dava início aos estudos.
Mesmo sendo escrita por Comênio a Didática Magna há mais de 300 anos, as críticas, sugestões são de grande valia em nossos dias. Tive oportunidade de comparar suas convicções e perceber que encontro em minha prática e na de meus mestres muito das prática defendidas por Comênio. Exemplifico como a constante preocupação em apontar as evidentes aprendizagens individuais, assim como suas contribuições no grupo.
Proponho trabalhos em grupo a fim de possibilitar que interajam no decorrer de suas aprendizagens. Desenvolvo atividades que tenham como ponto de partida a realidade dos alunos assim como Comênio que se posicionava contrário à aplicação de teorias abstratas.
Referências Bibliográficas:
Biblioteca do ROODA
Fonte: http://centrorefeducacional.com.br /didat.htm, acesso em 26/11/2007, 08:40