quinta-feira, 29 de novembro de 2007

VISITA a 21ª. FEIRA DO LIVRO DE GRAVATAÍ PELOS ALUNOS DA TURMA 33 da ESCOLA OSÓRIO RAMOS CORRÊIA

Dia 23 de novembro eu levei os meus alunos à 21ª. Feira do Livro de Gravataí, a qual estava acontecendo como parte integrante do Encontro Internacional de Educação 2007. Eu , uma colega Fátima Schimidt e duas mães: Gislaine Espindola e Andréia Trindade acompanhamos os alunos, foi muito bom o passeio.
O roteiro foi organizado pela SMED, com recursos públicos foi disponibilizado um ônibus, também foi oferecido um lanche aos alunos.
Os alunos assistiram uma Contação de História com Dinára Schwarz,ela também cantou com os alunos, foi muito divertido. Gostamos muito também de um vampiro encarregado de divertir a platéia que acompanhava a contadora de histórias.
Os alunos participaram de um bate papo com o escritor Dilan Camargo, autor do livro "Brincriarte" e outros.
Os alunos tiveram contato com várias obras literárias e alguns foram preparados para compras. Os alunos visitaram bancas onde estavam sendo comercializado obras de arte, biscui, tapetes, geléias, pães e cucas, todos oriundos de produtores do município de Gravataí.
Nesta oportunidade fiquei bastante satisfeita, pois estamos mostrando, conhecendo e valorizando a cultura e o comércio do nosso município que é bem diversificado.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Novas apredizagens, novas formas...

A visita ao MARGS e Santander Cultural foi muito prazerosa pra mim, visto que eu pude apreciar trabalhos que são de materiais que podem ser feitos com alunos de qualquer classe econômica. Tantas vezes me deparei com o impasse de trabalhar com alguns materiais que por terem um custo e que ficam sempre a cargo do professor comprar e por isto os deixava de lado.
Gostei muito das obras em exposição e adquiri novos conhecimentos que posso aplicar com os alunos. O trabalho com recorte de jornal, margens e palavras, o uso de materiais mistos como papelão e madeira, em fim o uso de materiais que estão sendo descartados por não terem utilidade para algumas pessoas. Estou com novas idéias, com esta visita pude ver que tenho muitas, tantas possibilidades de trabalharmos com ARTES. Sei que basta propor o desafio e os alunos criam obras fantásticas, pois têm criatividade e todos são capazes.
Todos nós temos individualmente uma bagagem de conhecimento peculiar de nossas vivências e de nossa cultura. Para que o aluno mostre este potencial é preciso que seja inquietado, provocado, é preciso que ele sinta o desejo de que também pode construir obras tanto quanto um artista famoso com os recursos disponíveis e os conhecimentos que traz consigo.

sábado, 17 de novembro de 2007

Estágios de Evolução Mental da Criança.

Jean Piaget (1896-1980)
Um pioneiro no estudo da inteligência infantil

Fase 1: Sensório-motor

No estágio sensório-motor, que dura do nascimento ao 18º mês de vida, a criança busca adquirir controle motor e aprender sobre os objetos físicos que a rodeiam. Esse estágio se chama sensório-motor, pois o bebê adquire o conhecimento por meio de suas próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas.

Fase 2: Pré-operatório

No estágio pré-operatório, que dura do 18º mês aos 8 anos de vida, a criança busca adquirir a habilidade verbal. Nesse estágio, ela já consegue nomear objetos e raciocinar intuitivamente, mas ainda não consegue coordenar operações fundamentais.

Fase 3: Operatório concreto

No estágio operatório concreto, que dura dos 8 aos 12 anos de vida, a criança começa a lidar com conceitos abstratos como os números e relacionamentos. Esse estágio é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos.

Fase 4: Operatório formal

No estágio operatório formal – desenvolvido entre os 12 e 15 anos de idade – a criança começa a raciocinar lógica e sistematicamente. Esse estágio é definido pela habilidade de engajar-se no raciocínio abstrato. As deduções lógicas podem ser feitas sem o apoio de objetos concretos.

No estágio das operações formais, desenvolvido a partir dos 12 anos de idade, a criança inicia sua transição para o modo adulto de pensar, sendo capaz de pensar sobre idéias abstratas.

Referências Bibliográficas;retirado do site:ttp://www.10emtudo.com.br/artigos_1.asp?CodigoArtigo=68&Pagina=4&tipo=artigo
Data:17/11/2007

domingo, 11 de novembro de 2007

Relato da Visita à 6ª. Bienal do MERCOSUL

Öyvind Fahlström - (São Paulo, 1928 - Estocolmo, 1976) - Brasil


Domingo, 11 de Novembro de 2007
VISITA À 6ª.BIENAL DO MERCOSUL!
VISITA DA TURMA DO PEAD-ARTES VISUAIS-10/11/2007


Seguindo o roteiro de nossa visita, primeiro nos encontramos em frente ao Santander Cultural local onde estão expostas a obras de Jorge Macchi, com suas obras monográficas, de nacionalidade Argentina é um dos maiores artistas contemporâneos reconhecido na atualidade. Em uma obra apresenta um vídeo com um texto o qual não se consegue ler acompanhado de uma música orquestrada. A música não é criada pelo Macchi embora este seja músico, ela é tocada pela orquestra da "OSPA".Obra que nos remete a pensar, viajar com inúmeras possibilidades. Fazendo minhas apreciações me convenço que é um artista na busca da perfeição. Outra obra dele que achei muito instigante foi a que de longe parecem dois cervos e que quando nos aproximamos podemos observar que é só um e que o segundo é uma ilusão de ótica, pois podemos ver que é a galhada que de longe aparenta ser outro cervo. Quero crer que é a 3ª. margem do rio: os desejos de união, as buscar de parceria, o amor incondicional...
Também é autor de obras onde foram recortados os textos e são mostrados de modo espelhado e arranjados em computador de modo a sugerirem figuras em que a união espelhada aparece através da união de duma ou duas palavras. Os contornos
dos textos,ou seja as margens vazias, são apresentadas em outras obras.

Na segunda visita fomos ao MARGS, no andar térreo observamos as obras de arte de Francisco Matto, artista que Uruguaio que apresenta obras com marcas da cultura pré-colombiana, trabalhos em cores fortes que caracterizam a cultura indígena.
No segundo andar podemos observar a obra de Oyvind Fahlström,Brasileiro, Paulista e está com sua primeira exposição no Brasil, no entanto sua obra é conhecida no mundo inteiro.
Nesta visita tive a oportunidade de apreciar magníficas obras contando com a orientação da Professora Rejane Ledur e dos guias da 6ª Bienal do MERCOSUL.

Após a visita a Bienal eu mais minha irmã fomos dar um passeio pela Praça da Alfândega onde apreciamos a obra em bronse, homenagem prestada aos poetas Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, feita pelo Artista Francisco Stockinger.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Resumo do texto "Literatura Infantil no Brasil"

A Literatura Infantil Brasileira surgiu no final do século XIX. A literatura surgiu com o propósito de desenvolver na criança um comportamento desejável,portanto eminentemente pedagógico.
No início do século XX surge no Brasil uma literatura ufanista que tem como objetivo ressaltar os valores da Pátria, esta Literatura não tinha uma linguagem voltada para o público infantil.
Podemos ressaltar que as primeiras obras publicadas no Brasil eram traduções de obras estrangeiras.
O primeiro autor de Literatura Infantil que demonstrou preocupação em escrever em uma linguagem acessível ao público infantil foi Monteiro Lobato.Em 1921 veio nos agraciar com sua 1ª obra A Menina de Narizinho Arrebitado. Durante mais de vinte anos Monteiro Lobato com suas produções criativas dominou a Literatura Infantil Brasileira.
De 1945 até a década de 60 houve um certo retrocesso no sentido da criatividade.No entanto no início dos anos 70 com o fortalecimento da indústria editorial inicia um novo crescimento na produçao de obras de literatura no Brasil.Este significativo crescimento se deve ao aumento do público consumidos,maior número de estudants, apoio governamental de incentivo a leitura, bem como a diversificação da temática.

Fonte bibliográfica: Biblioteca do ROODA.

Literatura Infanto-Juvenil

A Contação de Histórias faz com que possamos sonhar, viver sonhos reais e fantásticos, nos dá asas e viajamos por mundos criados por nós e por outros. Nos faz crescer resolvendo nossas emoções.
As crianças amam as histórias, o meu fiho fez minha mãe contar e recontar uma história real com pitadas de fantasias de minha infância, onde eu e minha irmã fomos atravessar um campo e um boi correu atrás de nós. Ele ria, gargalhava sentindo e manifestando as emoções de cada momento da história. A manifestação de alívio e glória quando na história minha mãe diz que vencemos passar a cerca de arame e ficando salvas dos chifres do boi.
Eu até me esforço, mas não sou uma boa contadora de histórias, tenho muito o que aprender.

Eu também conto histórias para meus alunos e vejo que, apesar de eu não ser uma boa contadora de histórias, os alunos ficam muito atentos aos fatos da história.
Ouvir histórias faz com que nos reportemos para um mundo onde a fantasia pode virar realidade, onde os sonhos podem ser vistos como possibilidade de mudanças. Momentos estes que nos dão o direito de sonhar com o impossível, sendo adultos e com mais veemência na criança que tem suas fantasias bem mais aguçadas.

Experimentar momentos de fantasia faz com que trabalhemos nossas emoções. Estes momentos nos permitem que vislumbremos possibilidades de novas formas de resolver situações do cotidiano. A atividade “Contação de Histórias” permite que os alunos sejam os protagonistas indiretamente de cada cena da história, isto faz com que de um modo ou de outro este aluno tenha, como ser humano, a oportunidade de fazer com que seus sonhos sejam vistos com possíveis chances de realização. Possibilitando também que o impasses sejam visto como mais um motivo para não esmorecer diante dos obstáculos da vida.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Música e Artes Visuais

Trabalhei com meus alunos a música Aquarela de Toguinho, buscando a valorização da música de qualidade. Os alunos precisavam ouvir e representar com têmpera e pincel elementos que aparecem na letra da música.Trabalho que exigiu que o aluno pensasse e refletisse na letra da música. Esta tarefa também proporcionou aos alunos discutirem o significado da música,a infância e a palavra "descolorirá" como o que pode acontecer na vida adulta com suas responsabilidades.Os alunos gostaram do trabalho como podem observar na expressão de felicidade que trazem nos lindos rostos.
Cada grupo apresenta um painel pintado por eles. Quando receberam o papel estes deveriam discutir sobre a incumbência que cada artista teria que apresentar e construir na obra coletiva.
Professora Rejane é certo mais que um artista compor uma obra?
Depois que fiz o trabalho com os alunos fiquei me questionando.
Eu penso que sim, pois a obra "as Meninas de Diegos Velazquez foi concluída por outra pessoa.


Postagem no fórum do dia 05/11/07, veja a seguir:
\"O GROSSO DA SOCIEDADE FOI EMPOBRECIDO EM SEU CONTEÚDO,
E AS PESSOAS PERDERAM SUAS REFERÊNCIAS.
A UM SER ESVAZIADO DE CONTEÚDO HUMANO,
CORRESPONDE UMA ARTE VAZIA DE CONTEÚDO ARTÍSTICO\"
José Ramos Tinhorão,
crítico musical.

São constatações que muito nos inquietam e vejo como ponto positivo esta inquietação. Como já havia me colocado anteriormente acho que o primeiro passo é questionarmos o nosso aluno e fazer com que este também reflita sobre o assunto. Somos formadores, professores e muito precisamos aproveitar para nos posicionarmos perante a comunidade escolar visto que não trabalhamos sozinhos, toda a comunidade escolar precisa estar sincronizada no desempenho de toda a formação escolar.
O mal está instalado no mundo inteiro como o próprio texto diz, estamos atendendo intersses de alguns que com seu poder de manipulação de massas estão dominando o mundo. Considero que precisamos perceber a nossa condição enquanto profissionais da educação, no entanto também sei das limitações de recursos que somos assolados. Na escola que trabalho tenho apenas um colega que toca e canta, ele é mestrando da UFRGS, no entanto este ministra aulas de História. Os recursos humanos e materiais são restritos e os meios de comunicação significativamente mais fortes.
Quando desde a infância temos o contato com meios diversificados de música conseguimos fazer uma seleção do que queremos cantar, somos mais críticos.
Agora com esta Interdisciplina estou tendo a oportunidade de conhecer novas maneiras de trabalhar a música, também com as leituras estou tendo a oportunidade de refletir os porquês das nossas limitações.